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terça-feira, 7 de outubro de 2025

O Cristão e a Criação: Cuidar da Natureza é um Ato de Adoração

Ultimamente tenho pensado em vários aspectos da vida cristã moderna e tenho me surpreendido com algumas conclusões. No meio deste mar de pensamentos, estava navegando por um mar praticamente inexplorado pela maioria de nós, cristãos, a importância da preservação do meio ambiente.

Refleti um pouco e busquei na memória sobre alguma pregação ou conversa que já tive com alguém, e para minha surpresa, não encontrei nada. Perguntei à minha esposa, que possui mais tempo de cristã, e sua busca também não levou a nada.

Pare um momento e busque em sua memória algo sobre o tema…

Suponho que sua conclusão seja a mesma. No meio cristão, não falamos sobre a natureza, meio ambiente, ecossistema, preservação ambiental ou outros assuntos relacionados.

Gênesis 2:15

O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Na verdade, só lembramos deles em algumas situações específicas:

  • Calamidade ou tragédia ambiental
  • Crises climáticas
  • Secas prolongadas
  • Chuvas e inundações

Quando alguma destas coisas acontece, nos lembramos que Deus controla este aspecto em nosso mundo. Mas tirando isso, parece que vivemos uma espécie de “apatia ambiental”. É como se não nos importássemos com desmatamento, poluição do ar e das águas, extinção dos animais, crimes ambientais, etc. Tudo parece ser permitido e parte da existência. Não há uma preocupação, pelo menos não é nítida, com tudo o que está acontecendo.

Considerando os temas mais recorrentes nas pregações das principais igrejas, é possível compreender uma das razões dessa apatia. Muitos pastores e pregadores estão focados nas conquistas e no crescimento econômico dos fiéis. A prosperidade e a dominação do mundo estão no auge. No entanto, estão ofuscando outros aspectos muito mais importantes na vida do cristão, como o foco na Salvação através do sangue de Jesus Cristo (discussão para outra hora) e também a importância de preservar tudo aquilo que Deus criou.

Agimos como adolescentes que dão uma festa e destroem a casa quando os pais não saem. Mesmo sabendo quem é o dono de tudo, Deus, nós o desprezamos e pensamos só no benefício imediato: destruir e consumir. 

Salmos 24:1

Ao Senhor pertence a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam.

Pode parecer exagero, mas vamos a alguns exemplos simples. As igrejas usam copinhos descartáveis para servir a Santa Ceia. Em todas há copos descartáveis nos bebedouros para membros fixos e visitantes. O erro já começa na produção de resíduos que poderiam ser diminuídos ou mesmo evitados.

Completando o desprezo por questões ambientais, temos a questão do posicionamento político das igrejas. A maioria delas (falo pelo Brasil) está praticamente ajoelhada diante dos ideais da direita e extrema-direita, e o ambientalismo se tornou uma pauta de esquerda (alguns “cristãos” os chamam de satanistas) e algo contra o progresso da sociedade. Enfim, defender o meio ambiente não é missão dos “cristãos”.

O mais triste em tudo isso é ver diariamente os reflexos da negligência do povo de Deus. Tudo vai sendo sistematicamente destruído e ninguém faz nada. Os filhos do Deus Criador (Elohim) pensam que são a única criação e se esquecem de que tudo foi feito por Ele.

Romanos 8:19-22

A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto.

Precisamos mudar urgentemente nosso modo de pensar e agir quando o assunto é a natureza e o nosso planeta.

Apocalipse 11:18

As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra.

Devemos reconhecer humildemente nossos erros do passado e começar a construir um novo futuro para o meio ambiente. Creio que isto também é um ato de louvor e adoração a Deus, reconhecer sua maravilhosa criação e fazer nosso melhor para preservá-la.

Esperamos ansiosamente pela volta de Cristo e um mundo novo e perfeito, mas enquanto isso não acontece, vamos fazer o nosso melhor para cuidar deste mundo imperfeito.

2 Pedro 3:13-14

Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça. Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis.

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

O Cristianismo é relevante para o mundo atual?

Sou cristão e ultimamente tenho me feito esta pergunta. Não porque deixei de acreditar em Deus e na maravilhosa graça de sua salvação. Tenho uma fé muito firme.

Então, qual o propósito da pergunta?

Essa pergunta me veio à mente após uma postagem que vi no Reddit. Era mais ou menos assim:

Um print de uma conversa na internet, onde uma pessoa se mostrava triste ao saber que o Japão tinha um número baixíssimo de cristãos. E outra pessoa respondeu comparando alguns indicadores sociais do Japão com os EUA. E, de fato, o país asiático sem cristianismo estava muito melhor do que o “país com a maioria cristã”.

Confesso que nunca havia pensado neste assunto, pois para mim, que sou brasileiro e vivo em um país que o nome de Deus está nas células de dinheiro e o nome de Jesus está em todos os lugares, parecia que o cristianismo fazia alguma diferença para os países onde é a religião dominante. Mas após uma análise um pouco mais profunda, percebi que não há nenhuma diferença. Em alguns casos, países de maioria cristã estão piores do que países com outras religiões majoritárias ou sem religião.

Sei que esta ideia pode parecer absurda e sem nexo, mas vamos pensar sobre alguns pontos, analise-os pensando nas pessoas que conhece e outros dados que conheça.

  • Quantos políticos que se dizem cristãos estão envolvidos em crimes?
  • Quantos casais cristãos se envolvem em traição ou divórcio?
  • O sistema judiciário dos países de maioria cristã parece ser mais justo e funcionar melhor?
  • As sociedades de maioria cristã têm uma preocupação genuína com os mais necessitados?
  • Há menos mentiras em países com maioria cristã?

Para mim, todas as respostas são NÃO. E aí, chegamos ao ponto do título, infelizmente, o cristianismo não é relevante para a sociedade, pelo menos, não como uma religião organizada e instituição.

E, após esta conclusão, vem a grande pergunta: Como chegamos a este ponto?

Creio que não há uma resposta simples e direta para isso. No entanto, se voltarmos à Bíblia vamos encontrar diversas pistas.

Sal da terra e Luz do Mundo

Mateus 5:13 — Vocês são o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 — Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada no alto de um monte. 15 Nem se acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um cesto, mas num lugar adequado onde ilumina bem todos os que estão na casa. 16 Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.

A mensagem no texto é muito clara: vocês (cristãos) devem fazer a diferença no mundo. Vocês são sal, luz e as suas boas obras devem ser conhecidas. Cristo foi incisivo em suas palavras e ações. Ele não veio para criar uma nova religião organizada que vive de aparência e títulos. Ele veio para trazer a salvação de Deus para o mundo. E os seus discípulos devem seguir seus passos.

Jesus não teve medo do sistema dominante ou da maioria religiosa. Ele fez o que precisava ser feito sem se preocupar com a opinião das pessoas ou sua popularidade.

E nos dias atuais, o que vemos?

Pessoas que adaptam o Evangelho ao padrão politicamente correto e socialmente aceitável. Um exemplo disso é a defesa inabalável do capitalismo moderno. Os cristãos acham a coisa mais normal do mundo acumular riquezas sem limites enquanto outros vivem na miséria. E quando alguém discorda, é chamado de comunista, extrema-esquerda e outros atributos políticos. As pessoas se esqueceram do que significa amor ao próximo e compaixão.

Outro exemplo muito marcante é a normalização da mentira. Vá a um supermercado e leia alguns rótulos. É altamente provável que encontre promessas que são mentiras flagrantes. E para a sociedade está tudo bem, ninguém se importa. É apenas o livre mercado, a economia precisa crescer.

Sobre a inércia dos cristãos, há algum tempo, ouvi uma pregação onde o pastor dizia que os cristãos modernos se apoiam em Efésios 2:8-9 para fugir do trabalho pesado.

Efésios 2:8 Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie.

As pessoas repetiram tanto isso até se convencerem de que não precisam fazer nada neste mundo. Um contraste muito grande com os cristãos do passado que desempenharam papéis importantíssimos para a sociedade. John Newton foi um ex-traficante de escravos que lutou avidamente pelo fim deste comércio. Muitas instituições de ensino e atendimento médico foram fundadas pelas igrejas cristãs. Há muitas organizações filantrópicas mantidas por igrejas.

Aqueles que trabalham, leram a continuação do texto de Efésios.

Efésios 2:10 Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.

O texto completo diz que não somos salvos por obras, mas pela graça de Deus. E após isso, devemos fazer as boas obras que Deus já nos preparou. Se pensarmos um pouco, sabemos qual é o nosso dom, precisamos apenas nos movimentar para utilizá-lo.

Creio que neste ponto já entendemos porque o cristianismo não tem sido relevante no mundo. Os cristãos não estão fazendo o seu papel como luz do mundo e sal da terra. A vida cristã se tornou um título com alguns ritos pré-definidos. Siga o manual e está tudo bem:

  • Aceite o mundo como ele é;
  • Não precisa fazer nada;
  • Boas obras não salvam ninguém;
  • Vá à igreja o máximo que puder;
  • Evangelizar é opcional;
  • E muitas outras mentiras…

Um cristão pode, de fato, viver assim, mas no Dia do Juízo, poderá ouvir: 

Mateus 7:21 "Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ 23 Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’"

A fala é dura, porém real. Faça uma autoavaliação para entender se está vivendo o cristianismo institucionalizado ou se está vivendo o Reino de Deus.

O cristianismo institucional pode ter perdido relevância, mas o Evangelho de Cristo jamais perde. Quando os cristãos decidem viver como discípulos autênticos — amando, servindo, sendo justos e compassivos — o Reino de Deus volta a ser percebido como força transformadora no mundo.

Apresentação

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Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...