quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Casa de Deus

Os templos são construídos para te adorar,

São casas para todo o povo te louvar.

No templo, da sua presença, podemos nos aproximar,

Ficando mais perto de Ti para te amar.


O seu templo tem que ser um lugar honrado,

Pelas suas mãos precisa ser abençoado.

Ele será um lugar que o povo escolheu,

Um lugar para todos adorarem a Deus.


Em sua casa, todos vão falar com o Senhor,

Falam através das palavras e do louvor.

Ao seu trono, as orações vão se elevar,

O clamor do seu povo, o Senhor escutará.


Senhor, que as orações subam a ti,

Que em todo o tempo, possa nos ouvir.

Falamos com o Senhor em sua habitação,

Esperando que tudo chegue a seu coração.


A sua casa é chamada casa de oração,

Onde todos vão abrir os seus corações,

Com o Senhor, o mais íntimo da alma, irão falar,

Esperando que o Senhor possa ajudar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A Memória e o Fundamento

O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios … A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá … Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto … Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros … O que o ímpio teme lhe acontecerá; o que os justos desejam lhes será concedido. Passada a tempestade, o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre … O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada. O que o justo almeja redunda em alegria, mas as esperanças dos ímpios dão em nada. O caminho do Senhor é o refúgio dos íntegros, mas é a ruína dos que praticam o mal. Os justos jamais serão desarraigados, mas os ímpios pouco duram na terra. Provérbios 10:3, 7, 9, 17, 24-25, 27-30

Dez anos longe de casa criam uma névoa sobre as memórias. Ao retornar para a pequena Águas Claras, Valdir, agora um homem de trinta anos, sentia-se um arqueólogo de sua própria infância. A cidade havia mudado, mas os fantasmas do passado permaneciam. E nenhum fantasma era maior que o de Ernani Gusmão.

Ernani foi o homem mais poderoso da cidade. Dono do frigorífico, o maior empregador da região, ele governava Águas Claras com mão de ferro. Valdir se lembrava dele como uma figura temida, um homem cujo desejo parecia inabalável. Se Ernani queria um terreno, ele o conseguia. Se um funcionário o desafiava, era destruído. Sua prosperidade parecia zombar da ideia de justiça. O temor que ele inspirava, no entanto, era o temor que viria sobre ele. Ele vivia seguro em sua riqueza, mas nunca em sinceridade. Seus caminhos eram incorretos, e todos sabiam, mas ninguém ousava falar.

A primeira parada de Valdir foi o cemitério, para visitar o túmulo dos avós. Ao caminhar pelas lápides, ele passou pelo mausoléu opulento da família Gusmão. O mármore era imponente, mas estava coberto de folhas secas e teias de aranha. Ernani havia falecido há cinco anos. Valdir se deu conta de algo estranho: em dois dias na cidade, ninguém havia mencionado seu nome. Era como se, após sua morte, uma conspiração de silêncio o tivesse engolido. Era como se o nome daquele homem nunca tivesse existido. O nome de Ernani não apenas apodreceu; foi enterrado sob o peso do alívio coletivo.

Sua segunda parada foi na antiga biblioteca da praça, seu refúgio na adolescência. Lá, ele encontrou um contraste gritante. Na parede de entrada, havia uma placa de bronze simples e polida: “Biblioteca Municipal Jorge Valença - Em memória de um homem que plantou árvores e ideias.”

Jorge Valença. O nome trouxe um calor imediato ao coração de Valdir. Jorge foi o oposto de Ernani. Um professor de história e dono de uma pequena livraria, ele era um homem de posses modestas, mas de uma integridade inabalável. Ele andava em sinceridade, e por isso andava seguro. Todos na cidade o conheciam não pelo que ele tinha, mas pelo que ele era. Ele guardava a conhecimento e ensinava o caminho para a vida as gerações de jovens, incluindo Valdir.

Enquanto folheava os livros, Valdir começou a ver o “fundamento eterno” que Jorge havia deixado. A bibliotecária, uma jovem que foi aluna de Jorge, contou com entusiasmo sobre o novo clube do livro. O jardineiro que cuidava da praça era um ex-aluno problemático que Jorge havia tomado sob sua asa. A esperança do justo resulta em alegria, e a alegria plantada por Jorge ainda florescia por toda a cidade.

À tarde, Valdir caminhou até a beira do rio. Ele se lembrou de uma grande tempestade, anos atrás, que quase inundou a cidade. A enchente destruiu várias empresas na parte baixa, incluindo uma das serrarias de fachada de Ernani Gusmão. O império de Ernani, construído sobre a ganância, não tinha raízes.

Mas a casa de Jorge, que ficava numa pequena colina, permaneceu intacta. E Valdir se lembrou de seu professor, no dia seguinte à enchente, não se preocupando com seus próprios bens, mas organizando mutirões para ajudar os desabrigados, sua alma justa alimentada não por comida, mas por pelo propósito de servir e ajudar.

No final do dia, sentado em um banco na praça, sob a sombra de um ipê que ele viu Jorge plantar, Valdir entendeu. O temor do Senhor, que Jorge vivia em sua humildade e serviço, de fato prolonga os dias – não necessariamente no calendário, mas no legado, na memória abençoada que se recusa a morrer. A esperança de Ernani, depositada em sua própria força, morreu com ele. A esperança de Jorge, depositada em Deus e nas pessoas, tornou-se a alegria de uma cidade inteira.

O homem poderoso que perverteu seus caminhos foi, no fim, “conhecido” e apagado. O homem simples que andou em sinceridade deixou um fundamento que nem o tempo, nem as tempestades, poderiam abalar. E Valdir, respirando o ar de sua cidade natal, sentiu-se profundamente grato, não pelo homem que todos temiam, mas pelo homem cujo legado o ensinou a viver.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Alguns mestres

Muitos dizem que são de Cristo,

Andam por aí fazendo muitos discípulos.

Essa é a única e verdadeira missão,

E tem que ser feita com todo o coração.

 

Ensinando as pessoas sobre Jesus,

Falando para eles sobre a cruz.

Dizendo que o Senhor se sacrificou,

E por todos os nossos pecados, Ele pagou.

 

Mas no meio da jornada, eles vão se perdendo,

Do verdadeiro evangelho estão se esquecendo.

Algumas coisas novas eles vão percebendo.

Percebem que sua fama e fortuna estão crescendo.

 

Os discípulos que eram para o Senhor,

São vistos como forma de conseguir algum favor.

Os discípulos se tornam seu sustento,

E devem se dedicar ao mestre a todo o momento.

 

A cobiça da pessoa muito cresceu,

Ele já não se importa tanto com Deus.

Cada um vive para se promover,

Fica pensando em tudo o que pode ter.

 

Neste caminho, os discípulos são perdidos,

Eles não querem estar perto daquela pessoa,

Os discípulos não concordam com aquilo,

Eles querem ver o Senhor Jesus Cristo.


Se for um discípulo bem entendido,

Ele não se perderá do caminho.

Um novo líder de Deus, ele irá procurar,

Alguém digno em quem se possa confiar.

 

Se for um discípulo não fortificado,

Irá deixar o Senhor de lado.

Para o estado anterior irá voltar,

Pois muito decepcionado, ele está.

Para ele não há ninguém para confiar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Coração contaminado

Muitas vezes, vemos alguém perdido e queremos julgar,

Não temos estendemos nossa mão para ajudar.

Nosso coração quer mostrar superioridade,

Pensamos estar livres da culpa e da responsabilidade.


Somos hipócritas! Não fazemos diferença na sociedade,

Afirmamos que já estamos salvos e somos os donos da verdade.

Nossos corações estão tomados pela arrogância e pelo egoísmo,

Falamos que somos filhos de Deus, mas não somos como Cristo.


Deixamos o orgulho, a prepotência e a presunção nos dominar,

Andamos pelo mundo, mas não temos coragem de evangelizar.

Preferimos deixar os perdidos morrerem e para depois lamentar,

Choramos os mortos, mas os vivos, não fomos ajudar.


Todos os dias muitos são lançados no inferno,

Devido à nossa omissão, muitos vão para o tormento eterno.

São pessoas como eu e você, que poderiam ter a chance de salvação,

Mas devido à nossa negligência, estarão sempre na condenação.


O coração de muitos cristãos deve ser arrancado,

É preciso inserir um novo, renovado e transformado.

Um coração que dê a própria vida para salvar um perdido,

Um coração que vê o interior, um coração piedoso como Cristo.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O Manancial e a Tempestade

As bênçãos coroam a cabeça dos justos, mas a boca dos ímpios abriga a violência … Os sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o leva à ruína … Aquele que pisca maliciosamente causa tristeza, e a boca do insensato o leva à ruína. A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. A sabedoria está nos lábios dos que têm discernimento, mas a vara é para as costas daquele que não tem juízo. Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína … Quem esconde o ódio tem lábios mentirosos, e quem espalha calúnia é tolo. Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato. A língua dos justos é prata escolhida, mas o coração dos ímpios quase não tem valor …  As palavras dos justos dão sustento a muitos, mas os insensatos morrem por falta de juízo. O tolo encontra prazer na má conduta, mas o homem cheio de entendimento deleita-se na sabedoria … A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será extirpada. Os lábios do justo sabem o que é próprio, mas a boca dos ímpios só conhece a perversidade. Provérbios 10:6, 8, 10-14, 18-21, 23, 31-32

O Condomínio “Altos da Boa Vista” era, na superfície, um lugar pacífico. Mas por baixo da fachada de jardins bem cuidados, o ódio, como um vazamento invisível, começava a excitar brigas. E no centro de tudo, estavam dois homens: Otávio, o novo síndico, e Gilberto, o morador do 503, um homem cuja boca era uma tempestade esperando para acontecer.

Gilberto era um mestre da maldade velada. Para ele, semear a discórdia era um divertimento. Ele encobria seu ódio com lábios falsos, aproximando-se dos vizinhos com uma preocupação fingida.

“Você viu o valor do novo orçamento do Otávio? Um absurdo! Sabe-se lá para onde vai todo esse dinheiro… “, ele sussurrava no elevador, piscando os olhos com malícia, plantando a semente da desconfiança. Ele tinha lábios tolos, e cada palavra sua era uma pá a mais cavando a ruína da harmonia do prédio.

Otávio, um engenheiro aposentado que assumiu o cargo por um genuíno desejo de servir, logo sentiu o impacto. As pessoas o paravam nos corredores com acusações veladas, baseadas nas meias-verdades de Gilberto. Ele poderia ter reagido com raiva, mas era um sábio. Ele aceitava a crítica, mesmo quando injusta.

“Obrigado por trazer isso a minha atenção”, ele respondia com calma. “Vou preparar um relatório detalhado de cada gasto e apresentar na próxima reunião. A transparência é a melhor política.”

A boca de Otávio era um manancial de vida. Onde Gilberto jogava gasolina, Otávio trazia a água da sensatez. Ele sabia que, na multidão de palavras, não faltam erros, então, media cada comunicado, cada resposta. Seus lábios, como os do justo, sabiam o que agradava: a verdade dita com respeito. Ele passou a fazer reuniões mensais abertas, não apenas para apresentar contas, mas para ouvir.

“O que podemos melhorar juntos?”, ele perguntava, entesourando o conhecimento que veio da experiência dos moradores.

A campanha de difamação de Gilberto se intensificou. Ele criou um grupo de WhatsApp chamado “De Olho no Síndico”, que rapidamente se tornou um tribunal de inquisição digital, uma fonte de destruição iminente para a reputação de Otávio. Gilberto postava fotos de uma lâmpada queimada no corredor como prova de “negligência”, interpretava cada decisão de Otávio como um ato de tirania ou corrupção.

A situação chegou a um ponto crítico quando um cano mestre estourou na garagem durante uma madrugada, inundando vários carros. Era o caos. Otávio foi acordado às 3h da manhã e, em minutos, já estava lá, de galochas, coordenando a equipe de manutenção, acalmando os moradores desesperados.

Gilberto, de seu apartamento, viu a cena pela janela. E seu divertimento foi cruel. Ele começou a filmar, a mandar áudios para o grupo.

“Vejam o desastre! É a incompetência personificada! Anos pagando condomínio para isso! Cadê o dinheiro da manutenção preventiva que ele prometeu?”

No entanto, a crise que deveria ser a ruína de Otávio se tornou sua redenção. Enquanto a boca de Gilberto jorrava críticas, a boca de Otávio produzia sabedoria prática. Ele organizou um rodízio de vagas para os carros que não foram atingidos. Conseguiu, através de um contato, um desconto com uma oficina para os reparos. Em 48 horas, a situação estava controlada.

Na reunião de emergência convocada na semana seguinte, o salão estava lotado, a tensão era palpável. Gilberto se levantou, pronto para seu discurso acusatório. Mas antes que pudesse falar, Matilda, uma senhora que morava no prédio há muitos anos, pediu a palavra.

“Eu só queria agradecer ao Otávio”, disse ela, a voz firme. “No meio do caos, ele nos trouxe calma. No meio da confusão, ele nos trouxe soluções. Há meses, ouvimos muitas palavras que só serviram para nos colocar uns contra os outros. Mas na hora do aperto, vimos que as palavras que realmente importam são as que constroem, não as que destroem.”

Um a um, outros moradores começaram a concordar. As pessoas que haviam sido envenenadas pela desconfiança de Gilberto agora viam a verdade. Ele foi pego de surpresa, tentou argumentar, mas suas palavras agora soavam vazias, ocas. Ele caiu, não por um ataque, mas pelo peso de sua própria insensatez.

Humilhado, Gilberto se calou. Naquele dia, a comunidade começou a se curar. Eles aprenderam a discernir entre o barulho da confusão e a voz da sabedoria. E Otávio, o homem cujas palavras eram preciosas, continuou seu trabalho, provando que um manancial de vida pode, eventualmente, apagar qualquer incêndio que a boca de um tolo tente começar.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Apóstolos

Jesus escolheu doze homens para pregar,

Eram os escolhidos para a sua palavra anunciar.

O batismo do arrependimento, deveriam pregar,

E a vinda do Messias e seu Reino, devem proclamar.

As ovelhas perdidas de Israel, iriam buscar.


Jesus indicou o caminho que eles deveriam seguir,

Cristo disse que não deveriam juntar nada para si.

Nem ouro, nem prata ou riqueza, deviam levar,

Somente os dons que foram dados, iriam carregar.

Por onde fossem, iriam: pregar, curar e demônios expulsar.


Este é o trabalho de um verdadeiro apóstolo do Senhor,

Ser um servo humilde e fazer tudo o que o Mestre mandou.

Indo a todos os lugares e pregando fielmente a verdade,

Praticando o princípio do comprometimento e da lealdade.


Esse tipo de apóstolo foi extinto há dois mil anos atrás,

Hoje em dia, os novos “apóstolos” não seguem o Pai.

Cada um deles busca somente sua glória pessoal,

Estão falando de Deus, mas no coração reside o mal.


 Pensam em juntar toda a riqueza que for possível,

Em relação aos demais líderes, dizem estar em outro nível.

São tão poderosos que não dão satisfação,

Acham que estão acima das leis de Deus e da nação.


A sua palavra e vontade, ninguém pode questionar,

Porque no “ungido do Senhor” não se pode tocar.

Dizem-se ungidos de Deus para proclamar a salvação,

Mas, na verdade, são os primeiros que precisam de cura e libertação.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Máquina de casino

O Senhor não é uma máquina de casino,

Onde você coloca o seu dinheirinho,

Esperando que algo mude em seu destino.

Deus não trabalha com aposta.

O Senhor trabalha com vida nova.


Deus não é um Deus de brincadeira,

Que você pode seguir de qualquer maneira.

Com Ele, é necessária muita seriedade,

Para te salvar, Ele quer a sua fidelidade.


O Senhor não aceita ser recompensado,

Ofertar muito, não indica que será agraciado.

Antes de pensar em ser abençoado financeiramente,

Você precisa pensar em ser salvo espiritualmente.


Toda a riqueza do mundo para nada irá adiantar,

Se a sua vida, você não mudar.

Do que adianta estar aqui e tudo ganhar,

E quando morrer, no inferno, sua alma lançar.


Pense em como está seguindo ao Senhor,

É por interesse próprio ou por amor?

Para andar com o Senhor e se salvar,

É preciso de todo o coração o adorar,

Sua vida, para Ele, é necessário dedicar.

E não somente ficar ofertando,

Para o dinheiro ir se multiplicando.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume III

Apresentação

Apresentação

Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...