quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A Enchente

De nada vale a riqueza no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte …  Quando morre o ímpio, sua esperança perece; tudo o que ele esperava do seu poder dá em nada …  Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal. O ímpio recebe salários enganosos, mas quem semeia a retidão colhe segura recompensa. Quem permanece na justiça viverá, mas quem sai em busca do mal corre para a morte …  Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza …  Quem confia em suas riquezas certamente cairá, mas os justos florescerão como a folhagem verdejante …  Se os justos recebem a punição que merecem na terra, quanto mais o ímpio e o pecador! Provérbios 11:4, 7, 17-19, 24, 28, 31

Na pequena cidade de Vale Sereno, espremida entre o rio e as montanhas, viviam dois homens que representavam dois tipos de riqueza. O primeiro era Aloísio, um investidor recluso que havia construído sua fortuna no mercado de ações. Sua casa era a mais alta da colina, uma fortaleza de vidro e concreto com muros altos e um sistema de segurança de última geração. Ele confiava em suas riquezas; elas eram seu deus, seu exército e sua muralha contra o mundo. Ele era um homem cruel, não de atos violentos, mas de uma indiferença gélida. Como não ajudava ninguém e não tinha empatia, ele se castigava com a mais profunda das solidões.

O segundo era Natanael, o dono da padaria “Pão Nosso”. Sua riqueza não estava no banco, mas na caderneta onde anotava, sem esperança de retorno, as dívidas de quem não podia pagar. Ele era um homem generoso e doava livremente. Sua padaria era o coração da cidade, um lugar onde um café era servido com uma palavra de consolo e um pão, com uma dose de esperança. Ele era um homem bom que, ao cuidar dos outros, cuidava de si mesmo.

A notícia veio como um trovão distante: a barragem rio acima estava em risco. A evacuação era recomendada. Aloísio riu da notícia. Sua casa era impenetrável e inatingível. Ele checou seu gerador, seu estoque de comida enlatada e sua cisterna de água potável. Seu dinheiro havia lhe comprado a invulnerabilidade. Ele observou, com desprezo, o pânico nas ruas lá embaixo. Sua riqueza era um salário que, ele acreditava, o livraria de qualquer mal.

Natanael, por outro lado, ouviu a notícia e agiu. Ele abriu as portas de sua padaria. Pegou todo o seu estoque de farinha e começou a assar pães, incansavelmente.

“Peguem o que precisarem! Levem para seus vizinhos, para os acamados!”, ele dizia a todos que entravam, enquanto sua esposa, Milena, enchia garrafas de água. Ele estava fazendo o seu melhor pelo bem de todos.

A barragem rompeu durante a noite. A ira das águas veio como um ladrão, e as riquezas não tiveram utilidade.

A fortaleza de Aloísio foi a primeira a sentir a fúria. Um deslizamento de terra, causado pela saturação do solo, derrubou parte de seu muro. A água barrenta invadiu sua casa, cortando a energia e silenciando seu gerador. Preso em seu andar superior, cercado por seus bens agora inúteis e encharcados, ele percebeu a terrível verdade: seu dinheiro era enganoso. Ele não podia parar a água, não podia comprar segurança, não podia lhe fazer companhia no escuro. A esperança que ele depositava em sua avareza foi destruída com a primeira onda.

Na parte baixa da cidade, a padaria de Natanael também foi inundada. Mas algo diferente aconteceu. As pessoas que ele havia ajudado, os vizinhos que ele havia alimentado, vieram em seu socorro. Joel, o mecânico, apareceu com seu barco a motor. Gustavo, o jovem que Natanael havia empregado, ajudou a carregar Milena e os filhos para um lugar seguro. A justiça de Natanael, sua vida de generosidade, o estava livrando da morte. Ele perdeu seu forno, sua farinha, mas não estava sozinho. Ele estava sendo ajudado pela mesma comunidade que ele tanto ajudou.

Quando as equipes de resgate finalmente chegaram, no dia seguinte, encontraram Aloísio em estado de choque, hipotérmico, resgatado do telhado de sua mansão em ruínas. Ele, que confiava em suas riquezas, caiu.

E encontraram Natanael em um abrigo improvisado na escola local, ainda distribuindo os últimos pães que conseguiu salvar. Em meio à devastação, rodeado de gente, ele parecia um carvalho que, embora castigado pela tempestade, se recusava a tombar. Sua bondade continuava florescendo e frutificando.

Nos meses de reconstrução, a cidade viu que a tragédia pode chegar a todos, desde o bom Natanael, que perdeu seus bens materiais, até Aloísio, que perdeu tudo e não tinha a quem recorrer. Ele deixou a cidade quebrado, sua crueldade o havia sentenciado ao abandono. Natanael, por sua vez, viu sua padaria ser reerguida por um mutirão de voluntários. Seu novo começo foi construído não com dinheiro, mas com o único capital que sobrevive a qualquer tempestade: o amor.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Adolescência

A adolescência é uma boa fase da vida,

É uma fase de descobertas todos os dias.

A pessoa passa por muitas transformações,

Surgem desejos, pensamentos e emoções.

 

Muitas coisas novas, o adolescente verá,

E muitas delas, ele desejará experimentar.

A pessoa está crescendo e buscando sua identidade,

Cada um deseja construir sua personalidade.

 

Essa busca deve ser cuidadosa,

Pois há muitas situações perigosas.

O adolescente pensa que faz algo certo,

Mas pode estar cometendo um grande erro.

 

Só há uma forma de evitar as ciladas da vida,

Cada um deve buscar as respostas na bíblia.

O adolescente deve buscar a verdade do Senhor,

Confiando na sua vontade e plano de amor.

 

O Senhor segurará a mão do adolescente,

Guiando-o sempre corretamente.

O Senhor estará com ele a cada dia,

Dando-lhe inteligência e sabedoria.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Situação e comportamento

Vivemos situações difíceis, pesadas e complicadas,

Situações nas quais nenhuma justiça é aplicada.

O mal está livre, e atua em tudo e todos com liberdade,

Não existe o menor rastro de retidão nem verdade.

 

Tudo parece estar podre e corrompido,

Todos os bons sentimentos foram destruídos.

A vingança se acumula como a água em uma represa,

Todas as opções de crueldade estão sobre a mesa.

 

Cada um de nós pode escolher o que quer praticar,

Cada um pode escolher a sua maneira de atuar.

Tudo está permitido, parece não haver condenação,

Os mais sombrios desejos estão ao alcance da mão.

 

Mesmo estando diante de tantas possibilidades,

Devemos fugir de todas essas maldades.

Não podemos nos comportar como esta geração,

Somos o povo escolhido por Deus para a salvação.

 

Somos os filhos escolhidos e herdeiros da luz,

Somos a nação eleita que irá morar com Jesus.

Ainda que ninguém faça o que é correto e justo,

Devemos ser e fazer a diferença neste mundo.


Nossa missão é mostrar que ainda há bondade,

Mostrar ao mundo que ainda há felicidade.

Que todos saibam do amor e justiça do Senhor,

Que todos saibam que há um Salvador.


Este poema é parte do livro Palavras de fé.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A Ponte da Verdade

O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer.  Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói …. A retidão dos irrepreensíveis lhes abre um caminho reto, mas os ímpios são abatidos por sua própria impiedade. A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona … Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída … Sem diretrizes a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros … O Senhor detesta os perversos de coração, mas os de conduta irrepreensível dão-lhe prazer. Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. Provérbios 11:1-3, 5-6, 11, 14, 20-21

A cidade de Rio Belo precisava de uma nova ponte. A antiga, uma estrutura de ferro cansada, era o único elo com a capital, e seus dias estavam contados. A construção da nova ponte não era apenas uma obra, era a promessa de futuro, de progresso. E no centro dessa promessa, estavam dois homens: o recém-eleito prefeito, Cássio Siqueira, e o mais poderoso empreiteiro da região, Renato Vargas.

Renato Vargas era um homem cuja perversidade o guiava. Ele via a ponte não como um serviço, mas como a maior oportunidade de lucro de sua vida. Sua empresa, a “Vargas Construtora”, era conhecida por vencer licitações com propostas baixas e depois compensar com aditivos contratuais e materiais de qualidade inferior. Sua conduta era enganosa, um instrumento de cobiça que ele manejava com a habilidade de um mestre. Para ele, os corruptos e desonestos eram seus aliados naturais, e ele rapidamente montou um conluio com dois vereadores, acreditando que, juntos, eles seriam inatingíveis, livres de qualquer castigo.

Do outro lado, estava Cássio. Um ex-professor de história, eleito com a promessa de uma “gestão transparente”. Sua integridade era seu guia. Ele sabia que, sem uma direção correta, o tudo desmorona, e o peso daquela responsabilidade o mantinha acordado à noite. Diante do projeto da ponte, sua primeira ação não foi abrir a licitação, mas montar um conselho técnico. Ele buscou a segurança dos conselheiros: engenheiros aposentados, acadêmicos da universidade local, líderes comunitários. Pessoas cuja única lealdade era com a cidade.

A proposta de Renato Vargas chegou à prefeitura como o esperado: a mais barata, a mais rápida. Os vereadores aliados a ele pressionaram por uma aprovação imediata.

“É a melhor oferta, prefeito! Não podemos perder tempo!”, diziam eles.

Mas o conselho técnico de Cássio encontrou as anomalias. O orçamento para o aço estava perigosamente subestimado, as especificações do concreto eram vagas. Eram medidas imprecisas e falsas. A justiça do íntegro Cássio o manteve no caminho certo: ele convocou uma audiência pública para discutir as propostas, expondo os dados técnicos para toda a cidade.

Os corruptos, Renato e seus vereadores, tentaram derrubar a cidade. Eles foram à rádio local, acusando Cássio de “burocracia”, de “atrasar o progresso”. Mas a transparência de Cássio era seu escudo. Os justos, munidos do conhecimento apresentado na audiência, defenderam a decisão do prefeito.

Furioso, Renato tentou o caminho da corrupção direta. Marcou uma reunião particular com Cássio.

“Seja razoável, prefeito”, disse o empreiteiro, deslizando um envelope grosso sobre a mesa. “Todo mundo ganha. Podemos ser parceiros.”

Naquele momento, Cássio sentiu o peso da escolha. Aceitar o suborno seria a queda, a traição de tudo o que ele acreditava. A justiça sempre prevalecerá, ele pensou. A cobiça de Renato seria sua própria armadilha.

“Senhor Vargas”, disse Cássio, levantando-se e empurrando o envelope de volta. “A única parceria que me interessa é com o povo de Rio Belo. A licitação será refeita, com critérios técnicos mais rígidos. E eu sugiro que o senhor prepare uma proposta honesta desta vez.”

O que se seguiu foi uma batalha silenciosa. Renato, apanhado em sua própria cobiça, tentou de tudo para minar a gestão de Cássio. Mas a integridade do prefeito, como uma luz, guiava cada passo seu. A nova licitação foi vencida por uma empresa de fora, com um projeto mais caro, porém seguro e transparente.

A bênção para os verdadeiros e honrados se manifestou. A construção da ponte gerou empregos, usou o comércio local e, quando inaugurada, tornou-se um símbolo de orgulho para a cidade. Rio Belo se exaltou, não apenas pela obra de concreto, mas pelo triunfo da honestidade.

E quanto a Renato Vargas? Pela sua impiedade, caiu. Uma investigação, iniciada a partir das suspeitas levantadas pelo conselho técnico de Cássio, revelou um esquema de fraude em várias outras obras da construtora. Ele e seus vereadores, que se juntaram no conluio, não ficaram sem castigo. Foram presos, seus bens bloqueados. As pessoas corretas, os cidadãos de Rio Belo, ficaram livres de sua influência corruptora.

Anos mais tarde, atravessando a nova ponte, agora sólida e segura, Cássio refletiu. Ele havia enfrentado a tempestade e vencido. Sua integridade havia sido seu guia e sua salvação, provando que, no final, a justiça não é apenas um ideal, mas a única fundação sobre a qual algo de valor pode, de fato, ser construído.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Transformações

Jesus é um nome com glória e poder,

Se você conhecê-lo e dele aprender,

Algo novo em sua vida vai acontecer,

Muitas coisas novas chegarão a você.

 

Ele será seu mestre e guia,

No mar do conhecimento, você navegará.

Você poderá viver uma nova vida,

A sabedoria infinita, você alcançará.

 

Seus ensinamentos serão gravados em você,

A luz da sua mente resplandecerá.

As armas da tolice não vão te vencer.

Não importa quantas tentem te derrubar.

 

Siga em frente com Jesus no seu caminho,

Com Ele, você nunca se sentirá sozinho.

Nunca se esqueça dos milagres que Ele fez.

Você será acompanhado pelo Rei dos reis.


Este poema é parte do livro Palavras de fé.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Casa de Deus

Os templos são construídos para te adorar,

São casas para todo o povo te louvar.

No templo, da sua presença, podemos nos aproximar,

Ficando mais perto de Ti para te amar.


O seu templo tem que ser um lugar honrado,

Pelas suas mãos precisa ser abençoado.

Ele será um lugar que o povo escolheu,

Um lugar para todos adorarem a Deus.


Em sua casa, todos vão falar com o Senhor,

Falam através das palavras e do louvor.

Ao seu trono, as orações vão se elevar,

O clamor do seu povo, o Senhor escutará.


Senhor, que as orações subam a ti,

Que em todo o tempo, possa nos ouvir.

Falamos com o Senhor em sua habitação,

Esperando que tudo chegue a seu coração.


A sua casa é chamada casa de oração,

Onde todos vão abrir os seus corações,

Com o Senhor, o mais íntimo da alma, irão falar,

Esperando que o Senhor possa ajudar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A Memória e o Fundamento

O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios … A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá … Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto … Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros … O que o ímpio teme lhe acontecerá; o que os justos desejam lhes será concedido. Passada a tempestade, o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre … O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada. O que o justo almeja redunda em alegria, mas as esperanças dos ímpios dão em nada. O caminho do Senhor é o refúgio dos íntegros, mas é a ruína dos que praticam o mal. Os justos jamais serão desarraigados, mas os ímpios pouco duram na terra. Provérbios 10:3, 7, 9, 17, 24-25, 27-30

Dez anos longe de casa criam uma névoa sobre as memórias. Ao retornar para a pequena Águas Claras, Valdir, agora um homem de trinta anos, sentia-se um arqueólogo de sua própria infância. A cidade havia mudado, mas os fantasmas do passado permaneciam. E nenhum fantasma era maior que o de Ernani Gusmão.

Ernani foi o homem mais poderoso da cidade. Dono do frigorífico, o maior empregador da região, ele governava Águas Claras com mão de ferro. Valdir se lembrava dele como uma figura temida, um homem cujo desejo parecia inabalável. Se Ernani queria um terreno, ele o conseguia. Se um funcionário o desafiava, era destruído. Sua prosperidade parecia zombar da ideia de justiça. O temor que ele inspirava, no entanto, era o temor que viria sobre ele. Ele vivia seguro em sua riqueza, mas nunca em sinceridade. Seus caminhos eram incorretos, e todos sabiam, mas ninguém ousava falar.

A primeira parada de Valdir foi o cemitério, para visitar o túmulo dos avós. Ao caminhar pelas lápides, ele passou pelo mausoléu opulento da família Gusmão. O mármore era imponente, mas estava coberto de folhas secas e teias de aranha. Ernani havia falecido há cinco anos. Valdir se deu conta de algo estranho: em dois dias na cidade, ninguém havia mencionado seu nome. Era como se, após sua morte, uma conspiração de silêncio o tivesse engolido. Era como se o nome daquele homem nunca tivesse existido. O nome de Ernani não apenas apodreceu; foi enterrado sob o peso do alívio coletivo.

Sua segunda parada foi na antiga biblioteca da praça, seu refúgio na adolescência. Lá, ele encontrou um contraste gritante. Na parede de entrada, havia uma placa de bronze simples e polida: “Biblioteca Municipal Jorge Valença - Em memória de um homem que plantou árvores e ideias.”

Jorge Valença. O nome trouxe um calor imediato ao coração de Valdir. Jorge foi o oposto de Ernani. Um professor de história e dono de uma pequena livraria, ele era um homem de posses modestas, mas de uma integridade inabalável. Ele andava em sinceridade, e por isso andava seguro. Todos na cidade o conheciam não pelo que ele tinha, mas pelo que ele era. Ele guardava a conhecimento e ensinava o caminho para a vida as gerações de jovens, incluindo Valdir.

Enquanto folheava os livros, Valdir começou a ver o “fundamento eterno” que Jorge havia deixado. A bibliotecária, uma jovem que foi aluna de Jorge, contou com entusiasmo sobre o novo clube do livro. O jardineiro que cuidava da praça era um ex-aluno problemático que Jorge havia tomado sob sua asa. A esperança do justo resulta em alegria, e a alegria plantada por Jorge ainda florescia por toda a cidade.

À tarde, Valdir caminhou até a beira do rio. Ele se lembrou de uma grande tempestade, anos atrás, que quase inundou a cidade. A enchente destruiu várias empresas na parte baixa, incluindo uma das serrarias de fachada de Ernani Gusmão. O império de Ernani, construído sobre a ganância, não tinha raízes.

Mas a casa de Jorge, que ficava numa pequena colina, permaneceu intacta. E Valdir se lembrou de seu professor, no dia seguinte à enchente, não se preocupando com seus próprios bens, mas organizando mutirões para ajudar os desabrigados, sua alma justa alimentada não por comida, mas por pelo propósito de servir e ajudar.

No final do dia, sentado em um banco na praça, sob a sombra de um ipê que ele viu Jorge plantar, Valdir entendeu. O temor do Senhor, que Jorge vivia em sua humildade e serviço, de fato prolonga os dias – não necessariamente no calendário, mas no legado, na memória abençoada que se recusa a morrer. A esperança de Ernani, depositada em sua própria força, morreu com ele. A esperança de Jorge, depositada em Deus e nas pessoas, tornou-se a alegria de uma cidade inteira.

O homem poderoso que perverteu seus caminhos foi, no fim, “conhecido” e apagado. O homem simples que andou em sinceridade deixou um fundamento que nem o tempo, nem as tempestades, poderiam abalar. E Valdir, respirando o ar de sua cidade natal, sentiu-se profundamente grato, não pelo homem que todos temiam, mas pelo homem cujo legado o ensinou a viver.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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Apresentação

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Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...