quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Voz na Encruzilhada

A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz … pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. Provérbios 8:1,11

Laís estava em uma encruzilhada, mas não em uma rua de verdade. Era uma encruzilhada silenciosa, no meio da cozinha de sua casa luxuosa, enquanto preparava o café da manhã para o marido, Rubens. De um lado, o caminho da segurança: uma vida de conforto material, status social e a estabilidade que Rubens lhe oferecia. Do outro lado, um caminho incerto, coberto de névoa, que prometia apenas uma coisa: a sua própria alma de volta.

Rubens não era um monstro. Ele era pior. Era um mestre da manipulação sutil. Suas críticas vinham disfarçadas de “cuidado”, seu controle, de “proteção”.

“Você realmente vai usar essa roupa, meu amor? Não te valoriza”, ele dizia, minando a confiança dela. “Deixe que eu cuido das finanças. Você não tem cabeça para isso”, ele insistia, mantendo-a em uma dependência infantil.

A voz da sabedoria, no entanto, clamava. Ela não gritava; sussurrava.

Chamava “nos lugares altos” de sua memória: a lembrança da mulher forte e independente que ela era antes de se casar, a profissional competente que havia abandonado a carreira a pedido dele.

Estava “no caminho” em suas idas à livraria, onde seus olhos eram atraídos por livros sobre relacionamentos e autoestima. Ela os folheava às escondidas, sentindo uma mistura de vergonha e reconhecimento.

Estava “na entrada da cidade”, na voz de sua irmã, que lhe dizia ao telefone: “Laís, isso não é normal. Amor não diminui, não aprisiona.”

E gritava “às portas”, no olhar preocupado de seus poucos amigos, que Rubens havia sutilmente afastado de sua vida.

Mas a voz do medo gritava mais alto. O medo da incerteza, de não conseguir se sustentar, de ser julgada pela sociedade, de ficar sozinha. A prata e o ouro do estilo de vida que Rubens lhe proporcionava pareciam mais valiosos do que a instrução que sua alma ansiava.

O ponto de ruptura veio em uma noite de terça-feira. Rubens havia organizado um jantar para um potencial cliente. Laís passou o dia inteiro preparando tudo. Durante o jantar, ela ousou discordar de um ponto de vista político de Rubens. Foi uma discordância leve, educada.

Mais tarde, depois que o convidado foi embora, a fúria de Rubens veio, fria e cortante.

“Você me humilhou”, disse ele, a voz baixa. “Você me fez parecer um tolo na frente de um homem importante. Quem você pensa que é para ter uma opinião?”

Naquela noite, Laís não dormiu. As palavras dele ecoavam em sua mente. Ela percebeu, com uma clareza dolorosa, que ele não a amava. Ele a possuía. E o preço de sua segurança era seu silêncio, sua identidade.

Na manhã seguinte, na cozinha, enquanto o aroma do café se misturava ao cheiro de sua angústia, ela se viu na encruzilhada final. A voz da sabedoria clamava mais alto do que nunca, não mais como um sussurro, mas como um grito de alerta.

Ela olhou para o carro de luxo na garagem, para os móveis caros, para o ouro em seu dedo. E, pela primeira vez, ela os viu pelo que eram: pesos, não prêmios.

Ela tirou o avental. Foi até o quarto, pegou uma pequena mala e colocou dentro apenas o essencial. Deixou o anel de diamante sobre a cama. Ao sair pela porta da frente, ela sentiu um terror paralisante, mas também uma rajada de ar puro, como se estivesse emergindo de um lugar submerso.

O caminho à sua frente era desconhecido. Ela não tinha emprego, nem casa, nem um plano. Mas ela tinha a si mesma. E ela havia escolhido. Havia escolhido a instrução em vez da prata, o conhecimento em vez do ouro. Havia escolhido a sabedoria. E, embora não soubesse para onde estava indo, pela primeira vez em muitos anos, ela sentia que estava, finalmente, no caminho certo.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Pedindo sabedoria

Senhor, uma coisa, vou te pedir,

É algo que me ajudará a te seguir.

Algo que me ajudará todos os dias,

Senhor Deus, eu te peço sabedoria.

 

Todo o conhecimento vem do Senhor,

A sua sabedoria não acrescenta dor.

Ter a sua sabedoria acrescentará alegria,

Ter a sua sabedoria ajudará a minha vida.

 

Que o Senhor possa abrir o meu entendimento,

Ajudando-me a tomar decisões em todo momento.

Para que o melhor, eu sempre possa escolher,

Escolhendo aquilo que não vou me arrepender.

 

Tendo sabedoria, outras pessoas, posso ajudar,

Quando alguém vier para se aconselhar,

Que minha boca diga o que vem do Senhor,

Assim a pessoa ouvirá uma palavra com amor.

 

Com sabedoria, em seus caminhos, vou andar,

Por nenhum outro caminho vou me desviar.

Que em minha vida, o Senhor sempre possa estar,

Para que mais sabedoria Ele possa me dar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Retrocesso

Algumas igrejas atuais estão vivendo um retrocesso,

Muitas se voltam para costumes antigos do judaísmo.

Agregam práticas judaicas ao ensino do cristianismo.

Estão andando contrariamente ao que Jesus ensinou,

Não vivem conforme o novo pacto que Cristo proclamou.


Muitos deles se voltam para a adoração a arca do concerto,

Pensam que a venerando, a sua oração terá mais efeito.

Outros símbolos também foram inseridos no meio do altar,

São objetos místicos que o “cristão” deve usar e admirar.

Em muitas igrejas cristãs é possível encontrar até chofar.


As igrejas que têm essas práticas estão muito atrasadas,

Elas pararam no tempo da Lei e seguem aquelas palavras.

Parece que ainda não ouviram o Evangelho do Senhor,

Não conhecem o evangelho de Cristo, que é libertador.

O Evangelho de Cristo foi contra o tradicionalismo opressor.


Cristo veio à Terra para fazer um novo pacto com o povo,

Para todos que creram nele, Jesus mostrou o seu renovo.

Jesus mostrou que amar a Deus é mais que uma tradição,

Amar ao Senhor é algo que passa do espírito ao coração.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/bWAaeq

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Menina dos Olhos

Meu filho, obedeça às minhas palavras e no íntimo guarde os meus mandamentos. Obedeça aos meus mandamentos, e você terá vida; guarde os meus ensinos como a pupila dos seus olhos …  Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas.  Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão. A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte. Provérbios 7:1-2, 25-27

Alex vivia uma vida bem ordenada, como o código limpo que ele tanto se orgulhava de escrever. Profissional de TI, casado com Lilian, pai de uma menina, sua rotina era um sistema estável de trabalho, família e serviço na igreja. O mandamento de fidelidade não era um fardo para ele; era um princípio, a “menina dos seus olhos”, algo a ser protegido instintivamente.

Simone entrou em sua vida no lugar mais improvável: no comitê de um projeto voluntário para desenvolver um aplicativo de ajuda humanitária. Ela era a gerente do projeto, dedicada, eficiente e com uma capacidade impressionante de fazer todos se sentirem especiais. Especialmente Alex.

“Alex, sua lógica é brilhante”, ela dizia nas reuniões, e ele sentia um calor de reconhecimento que ia além do profissional. Ela começou a procurá-lo fora do horário, com “dúvidas urgentes” sobre o projeto, que invariavelmente se desviavam para conversas mais pessoais.

Ela era uma caçadora sutil. Compartilhava histórias de sua “solidão” em meio ao sucesso, criando uma narrativa em que ele, o homem bom e estável, era o único que a compreendia. Ela nunca era vulgar; sua sedução era um perfume, não um ataque. Ela elogiava Lilian, sua esposa, o que desarmava Alex completamente. “Vocês têm algo tão precioso. Cuide bem dela.” A ironia era a isca.

Alex começou a racionalizar. “É pelo projeto. Estou apenas sendo um bom colega, um bom cristão.” Mas ele começou a esconder as conversas de Lilian. Começou a esperar pela notificação com o nome dela. Ele estava permitindo que uma estranha se aproximasse demais da “menina dos seus olhos”.

A viagem para implementar o aplicativo em uma comunidade remota foi o cenário perfeito para o bote. Durante o dia, eles trabalhavam lado a lado, cercados pela pobreza e pela necessidade, o que criava uma falsa sensação de propósito compartilhado. À noite, a equipe se reunia no pequeno hotel, exausta.

Numa dessas noites, Simone o chamou para a varanda. “Preciso de um conselho”, disse ela, a voz baixa, a lua iluminando a vulnerabilidade em seu rosto. Ela falou sobre um “ex-namorado abusivo”, pintando um quadro de fragilidade que despertou o instinto protetor de Alex. Ele se sentiu como o herói da história dela.

“Você é um homem tão bom, Alex”, ela sussurrou, aproximando-se. “Tão seguro.”

Naquele momento, todos os alarmes que sua consciência havia disparado por semanas foram silenciados pela vaidade. Ele não era mais o programador lógico. Era o tolo que, lisonjeado, se esquecia do perigo.

O que aconteceu em seguida não foi uma explosão de paixão, mas uma rendição silenciosa e vergonhosa. Foi como se ele estivesse assistindo a um estranho em seu próprio corpo.

Na manhã seguinte, a realidade o atingiu com a força de um golpe físico. Simone estava diferente. A vulnerabilidade havia desaparecido, substituída por uma familiaridade casual, quase fria. Ela o tratava como um colega, nada mais. Não havia drama, nem promessas, nem culpa. Apenas um silêncio que o acusava.

Ele olhou para si mesmo e se viu com uma clareza horrível. Ele não havia sido o herói dela; fora apenas um item riscado de uma lista, uma conquista. A caçada havia terminado.

Ele era o boi indo para o matadouro.

O voo de volta foi uma tortura. Cada quilômetro que o aproximava de casa era um passo a mais em direção à vida que ele havia incendiado. Ao entrar em sua sala, o cheiro de sua casa, o desenho de sua filha pregado na geladeira, a foto de seu casamento no porta-retrato – tudo o que antes era sua fonte de paz agora era sua sentença.

Lilian o recebeu com um abraço. E, naquele abraço, ele se desfez. A culpa o quebrou.

Ele não sabia se seu casamento sobreviveria. Não sabia como reconstruiria a confiança que havia pulverizado. Ele só sabia que, por um momento de tola vaidade, ele havia deixado o caçador se aproximar demais. Ele não havia guardado seus mandamentos, não havia protegido a menina de seus olhos. E agora, como o pássaro que se voa para o laço, ele estava preso, sem saber que aquilo lhe custaria a vida. A vida que ele, tão cuidadosamente, havia construído.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cinco pilares

Existem cinco pilares que o cristão deveria se apoiar,

São cinco afirmações que ajudam o crente se firmar.

As afirmações são consideradas princípios fundamentais,

São afirmações que levam o cristão para mais perto do Pai.


A primeira é Sola Fide, somente a fé em Deus pode justificar,

Ter muitas obras e não ter fé, para nada adiantará.

É preciso sempre ter uma fé inabalável na palavra do Senhor,

É preciso ter a plena confiança que Jesus é o Salvador.


A segunda, Solus Christus, somente Cristo pode salvar,

Entre o ser humano e Deus, só Jesus pode advogar.

Não existe outro caminho para chegar ao Senhor,

Jesus é e sempre será o verdadeiro e definitivo mediador.


A terceira, Sola Gratia, somente a graça é que pode salvar,

A graça é o favor imerecido vindo de Deus para agraciar.

A graça é um dom vindo Deus e ninguém pode merecer,

Ela é dada ao ser humano devido ao seu grande amor e poder.


A quarta, Sola Scriptura, somente a escritura é a fonte divina,

Somente na Palavra de Deus está o que é necessário para a vida.

A escritura é divinamente inspirada e está pronta para ser pregada,

Em cada uma de suas páginas a glória de Deus é mostrada.


A quinta, Soli Deo Gloria, a glória pertence somente a Deus.

Somente o santo nome do Senhor todos devem glorificar.

O Senhor é o único Deus Vivo que todos devem adorar.

Ninguém é merecedor de alguma honra ou adoração,

Somente o Senhor deve ser honrado por operar a salvação.


Se todos refletirem nesses cinco pontos, terão uma nova visão,

Enxergarão com maior clareza, o Senhor Jesus e a salvação.

As pessoas verão que somente Deus tem poder para salvar,

E somente a Palavra do Senhor, para todo o sempre permanecerá.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O rei II

Saul estava vencendo muitas batalhas,

A terra de muitos inimigos, ele conquistava.

Todo o Israel se alegrava com isso,

Pois tinham alguém para guiá-los pelo caminho.

 

A altivez do rei logo apareceu,

O comando de Deus, ele desobedeceu,

Tomou riquezas que o Senhor não mandou,

Da vontade de Deus, ele se afastou.

 

Saul foi repreendido pelo profeta Samuel,

Este disse que ele não seria mais rei em Israel.

Deus irá ungir alguém que seja fiel,

Que ouça a voz do Deus dos céus.

 

Deus disse a Samuel que viajasse,

E ungisse o servo que Ele mostrasse.

Até a família de Jessé, Samuel viajou,

E alguns de seus filhos, ele examinou,

Mas nenhum deles, Deus aprovou.

 

Então veio o menor de todos,

O que era desprezado pelos outros.

Veio até Samuel o pequeno Davi.

Deus disse: É este aquele que escolhi.

O pequeno Davi foi ungido,

E o reino de Israel lhe foi prometido.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume III

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Preço que Não se Paga

Meu filho, obedeça aos mandamentos de seu pai e não abandone o ensino de sua mãe … Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida, eles o protegerão da mulher imoral, e dos falsos elogios da mulher leviana … Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói. Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará, Provérbios 6:20, 23-24, 32-33

O caso de Guilherme com Juliana não começou com paixão avassaladora, mas com tédio. Ele era um arquiteto talentoso, casado com uma mulher boa e gentil. Mas seu casamento havia se tornado confortável demais, previsível demais. Juliana era a esposa de seu melhor amigo e sócio, Anderson. E ela era fogo. Uma conversa inteligente, um sorriso ousado, um toque “acidental” no braço durante uma reunião.

Ele sabia que estava andando sobre brasas. Cada café secreto, cada mensagem apagada, era uma brasa viva sob a sola de seus sapatos. No início, a emoção do perigo o entorpecia, o fazia sentir-se vivo. Ele dizia a si mesmo que era um destruidor de lares, mas que era inteligente o suficiente para não ser apanhado.

Mas o fogo que se toma no peito, inevitavelmente, queima as roupas. O segredo começou a consumi-lo. Ele se tornou irritadiço em casa, ausente. Mentir para sua esposa, antes impensável, tornou-se sua segunda natureza. Mentir para Anderson, o homem que confiava nele como um irmão, o corroía com uma culpa ácida. A desonra, a vergonha, mesmo antes de ser descoberta, já era uma mancha em sua alma que não se apagava.

A descoberta, quando veio, não foi através de um flagrante, mas de algo muito pior: a intuição fria de Anderson. Ele era um homem metódico e observador. Começou a notar os olhares, a mudança nos horários de Guilherme, a forma como Juliana evitava seu toque. Ele não explodiu. Ele investigou.

Anderson contratou um detetive particular. Em uma semana, ele tinha tudo: fotos, registros de chamadas, o endereço do apartamento onde eles se encontravam. Ele tinha a prova da traição de seu melhor amigo e de sua esposa.

Guilherme só soube que o jogo havia acabado quando chegou para trabalhar na segunda-feira e encontrou sua sala vazia. Seus projetos, seus arquivos, seus pertences pessoais, tudo em caixas de papelão no corredor. Anderson o esperava na sala de reuniões. Seus olhos não continham ódio, mas um gelo cortante que era muito mais aterrorizante.

“Acabou, Guilherme”, disse Anderson, a voz baixa e controlada. Ele jogou um envelope pardo sobre a mesa. Dentro, as fotos.

O pânico tomou conta de Guilherme. Ele começou a suplicar. “Anderson, me perdoe. Foi um erro, uma loucura. Eu posso consertar. Eu pago. O que você quer? Dinheiro? Eu te dou minha parte na sociedade. Eu faço qualquer coisa!”

Ele estava agindo como um ladrão pego em flagrante, tentando restituir o que roubou para escapar da punição.

Anderson riu. Um riso seco, sem alegria.

“Você não entende, não é? Se você tivesse roubado meu dinheiro, poderíamos ter um acordo. Mas você roubou minha honra. Minha vida. E para isso”, ele se inclinou sobre a mesa, o ciúme transformando seu rosto, “não há resgate. Não há preço.”

A fúria do homem traído não foi um soco na cara. Foi uma vingança meticulosamente executada. Anderson usou as mesmas fotos para iniciar um processo de divórcio litigioso contra Juliana, deixando-a sem nada. Ele convocou uma reunião de emergência com os clientes, não para expor o caso, mas para anunciar a “saída repentina” de Guilherme da sociedade por “incompatibilidade profissional”, insinuando incompetência. Ele enviou cópias anônimas das fotos para a esposa de Guilherme.

Em questão de semanas, a vida de Guilherme foi sistematicamente aniquilada. Ele perdeu o emprego, a reputação, a esposa e o melhor amigo. Tornou-se um pária na cidade. A ferida que ele causou gerou uma fúria que não poupou no castigo.

Anos depois, trabalhando como desenhista freelancer em outra cidade, sob outro nome, Guilherme às vezes se olhava no espelho. A mancha da vergonha nunca havia desaparecido. Ele entendeu, da forma mais brutal, a verdade da vida. Pode-se restituir o que se rouba. Mas há certas coisas que, uma vez quebradas, nunca podem ser pagas ou consertadas. O fogo que ele colocou no peito havia queimado tudo, e as cinzas eram tudo o que lhe restava.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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Apresentação

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Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...