quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Cristão preconceituoso

Existem muitos cristãos com algum preconceito,

Eles não respeitam os pensamentos alheios.

Eles querem que todos acreditem em Deus,

E às vezes são radicais com quem não se converteu.

 

Quando encontram alguém que não é cristão,

Eles começam a xingar e proclamar sua condenação.

Eles não demonstram amor para quem não é da religião,

E assim, eles constroem uma péssima reputação.

 

Se encontram alguém com outra preferência sexual,

Tratam-na com desrespeito, como se fosse o próprio mal.

Uma palavra de amor e humildade, não consegue falar,

Tudo o que dizem, faz a pessoa temer e se afastar.

 

Se com um ateu, a pessoa se encontrar,

O combate é a única coisa que ela irá desejar.

A pessoa não consegue expor o que é o cristianismo,

Destruindo a chance de gerar um novo convertido.

 

Esses tipos comportamentos, todos devem mudar,

A mensagem de Jesus, todos precisam pregar,

O cristão sabe que é Deus quem vai trabalhar.

As pessoas não se convencem com palavras e ações,

É o Espírito Santo que produz as conversões.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A Enchente

De nada vale a riqueza no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte …  Quando morre o ímpio, sua esperança perece; tudo o que ele esperava do seu poder dá em nada …  Quem faz o bem aos outros, a si mesmo o faz; o homem cruel causa o seu próprio mal. O ímpio recebe salários enganosos, mas quem semeia a retidão colhe segura recompensa. Quem permanece na justiça viverá, mas quem sai em busca do mal corre para a morte …  Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza …  Quem confia em suas riquezas certamente cairá, mas os justos florescerão como a folhagem verdejante …  Se os justos recebem a punição que merecem na terra, quanto mais o ímpio e o pecador! Provérbios 11:4, 7, 17-19, 24, 28, 31

Na pequena cidade de Vale Sereno, espremida entre o rio e as montanhas, viviam dois homens que representavam dois tipos de riqueza. O primeiro era Aloísio, um investidor recluso que havia construído sua fortuna no mercado de ações. Sua casa era a mais alta da colina, uma fortaleza de vidro e concreto com muros altos e um sistema de segurança de última geração. Ele confiava em suas riquezas; elas eram seu deus, seu exército e sua muralha contra o mundo. Ele era um homem cruel, não de atos violentos, mas de uma indiferença gélida. Como não ajudava ninguém e não tinha empatia, ele se castigava com a mais profunda das solidões.

O segundo era Natanael, o dono da padaria “Pão Nosso”. Sua riqueza não estava no banco, mas na caderneta onde anotava, sem esperança de retorno, as dívidas de quem não podia pagar. Ele era um homem generoso e doava livremente. Sua padaria era o coração da cidade, um lugar onde um café era servido com uma palavra de consolo e um pão, com uma dose de esperança. Ele era um homem bom que, ao cuidar dos outros, cuidava de si mesmo.

A notícia veio como um trovão distante: a barragem rio acima estava em risco. A evacuação era recomendada. Aloísio riu da notícia. Sua casa era impenetrável e inatingível. Ele checou seu gerador, seu estoque de comida enlatada e sua cisterna de água potável. Seu dinheiro havia lhe comprado a invulnerabilidade. Ele observou, com desprezo, o pânico nas ruas lá embaixo. Sua riqueza era um salário que, ele acreditava, o livraria de qualquer mal.

Natanael, por outro lado, ouviu a notícia e agiu. Ele abriu as portas de sua padaria. Pegou todo o seu estoque de farinha e começou a assar pães, incansavelmente.

“Peguem o que precisarem! Levem para seus vizinhos, para os acamados!”, ele dizia a todos que entravam, enquanto sua esposa, Milena, enchia garrafas de água. Ele estava fazendo o seu melhor pelo bem de todos.

A barragem rompeu durante a noite. A ira das águas veio como um ladrão, e as riquezas não tiveram utilidade.

A fortaleza de Aloísio foi a primeira a sentir a fúria. Um deslizamento de terra, causado pela saturação do solo, derrubou parte de seu muro. A água barrenta invadiu sua casa, cortando a energia e silenciando seu gerador. Preso em seu andar superior, cercado por seus bens agora inúteis e encharcados, ele percebeu a terrível verdade: seu dinheiro era enganoso. Ele não podia parar a água, não podia comprar segurança, não podia lhe fazer companhia no escuro. A esperança que ele depositava em sua avareza foi destruída com a primeira onda.

Na parte baixa da cidade, a padaria de Natanael também foi inundada. Mas algo diferente aconteceu. As pessoas que ele havia ajudado, os vizinhos que ele havia alimentado, vieram em seu socorro. Joel, o mecânico, apareceu com seu barco a motor. Gustavo, o jovem que Natanael havia empregado, ajudou a carregar Milena e os filhos para um lugar seguro. A justiça de Natanael, sua vida de generosidade, o estava livrando da morte. Ele perdeu seu forno, sua farinha, mas não estava sozinho. Ele estava sendo ajudado pela mesma comunidade que ele tanto ajudou.

Quando as equipes de resgate finalmente chegaram, no dia seguinte, encontraram Aloísio em estado de choque, hipotérmico, resgatado do telhado de sua mansão em ruínas. Ele, que confiava em suas riquezas, caiu.

E encontraram Natanael em um abrigo improvisado na escola local, ainda distribuindo os últimos pães que conseguiu salvar. Em meio à devastação, rodeado de gente, ele parecia um carvalho que, embora castigado pela tempestade, se recusava a tombar. Sua bondade continuava florescendo e frutificando.

Nos meses de reconstrução, a cidade viu que a tragédia pode chegar a todos, desde o bom Natanael, que perdeu seus bens materiais, até Aloísio, que perdeu tudo e não tinha a quem recorrer. Ele deixou a cidade quebrado, sua crueldade o havia sentenciado ao abandono. Natanael, por sua vez, viu sua padaria ser reerguida por um mutirão de voluntários. Seu novo começo foi construído não com dinheiro, mas com o único capital que sobrevive a qualquer tempestade: o amor.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Adolescência

A adolescência é uma boa fase da vida,

É uma fase de descobertas todos os dias.

A pessoa passa por muitas transformações,

Surgem desejos, pensamentos e emoções.

 

Muitas coisas novas, o adolescente verá,

E muitas delas, ele desejará experimentar.

A pessoa está crescendo e buscando sua identidade,

Cada um deseja construir sua personalidade.

 

Essa busca deve ser cuidadosa,

Pois há muitas situações perigosas.

O adolescente pensa que faz algo certo,

Mas pode estar cometendo um grande erro.

 

Só há uma forma de evitar as ciladas da vida,

Cada um deve buscar as respostas na bíblia.

O adolescente deve buscar a verdade do Senhor,

Confiando na sua vontade e plano de amor.

 

O Senhor segurará a mão do adolescente,

Guiando-o sempre corretamente.

O Senhor estará com ele a cada dia,

Dando-lhe inteligência e sabedoria.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Situação e comportamento

Vivemos situações difíceis, pesadas e complicadas,

Situações nas quais nenhuma justiça é aplicada.

O mal está livre, e atua em tudo e todos com liberdade,

Não existe o menor rastro de retidão nem verdade.

 

Tudo parece estar podre e corrompido,

Todos os bons sentimentos foram destruídos.

A vingança se acumula como a água em uma represa,

Todas as opções de crueldade estão sobre a mesa.

 

Cada um de nós pode escolher o que quer praticar,

Cada um pode escolher a sua maneira de atuar.

Tudo está permitido, parece não haver condenação,

Os mais sombrios desejos estão ao alcance da mão.

 

Mesmo estando diante de tantas possibilidades,

Devemos fugir de todas essas maldades.

Não podemos nos comportar como esta geração,

Somos o povo escolhido por Deus para a salvação.

 

Somos os filhos escolhidos e herdeiros da luz,

Somos a nação eleita que irá morar com Jesus.

Ainda que ninguém faça o que é correto e justo,

Devemos ser e fazer a diferença neste mundo.


Nossa missão é mostrar que ainda há bondade,

Mostrar ao mundo que ainda há felicidade.

Que todos saibam do amor e justiça do Senhor,

Que todos saibam que há um Salvador.


Este poema é parte do livro Palavras de fé.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A Ponte da Verdade

O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer.  Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói …. A retidão dos irrepreensíveis lhes abre um caminho reto, mas os ímpios são abatidos por sua própria impiedade. A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona … Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída … Sem diretrizes a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros … O Senhor detesta os perversos de coração, mas os de conduta irrepreensível dão-lhe prazer. Esteja certo de que os ímpios não ficarão sem castigo, mas os justos serão poupados. Provérbios 11:1-3, 5-6, 11, 14, 20-21

A cidade de Rio Belo precisava de uma nova ponte. A antiga, uma estrutura de ferro cansada, era o único elo com a capital, e seus dias estavam contados. A construção da nova ponte não era apenas uma obra, era a promessa de futuro, de progresso. E no centro dessa promessa, estavam dois homens: o recém-eleito prefeito, Cássio Siqueira, e o mais poderoso empreiteiro da região, Renato Vargas.

Renato Vargas era um homem cuja perversidade o guiava. Ele via a ponte não como um serviço, mas como a maior oportunidade de lucro de sua vida. Sua empresa, a “Vargas Construtora”, era conhecida por vencer licitações com propostas baixas e depois compensar com aditivos contratuais e materiais de qualidade inferior. Sua conduta era enganosa, um instrumento de cobiça que ele manejava com a habilidade de um mestre. Para ele, os corruptos e desonestos eram seus aliados naturais, e ele rapidamente montou um conluio com dois vereadores, acreditando que, juntos, eles seriam inatingíveis, livres de qualquer castigo.

Do outro lado, estava Cássio. Um ex-professor de história, eleito com a promessa de uma “gestão transparente”. Sua integridade era seu guia. Ele sabia que, sem uma direção correta, o tudo desmorona, e o peso daquela responsabilidade o mantinha acordado à noite. Diante do projeto da ponte, sua primeira ação não foi abrir a licitação, mas montar um conselho técnico. Ele buscou a segurança dos conselheiros: engenheiros aposentados, acadêmicos da universidade local, líderes comunitários. Pessoas cuja única lealdade era com a cidade.

A proposta de Renato Vargas chegou à prefeitura como o esperado: a mais barata, a mais rápida. Os vereadores aliados a ele pressionaram por uma aprovação imediata.

“É a melhor oferta, prefeito! Não podemos perder tempo!”, diziam eles.

Mas o conselho técnico de Cássio encontrou as anomalias. O orçamento para o aço estava perigosamente subestimado, as especificações do concreto eram vagas. Eram medidas imprecisas e falsas. A justiça do íntegro Cássio o manteve no caminho certo: ele convocou uma audiência pública para discutir as propostas, expondo os dados técnicos para toda a cidade.

Os corruptos, Renato e seus vereadores, tentaram derrubar a cidade. Eles foram à rádio local, acusando Cássio de “burocracia”, de “atrasar o progresso”. Mas a transparência de Cássio era seu escudo. Os justos, munidos do conhecimento apresentado na audiência, defenderam a decisão do prefeito.

Furioso, Renato tentou o caminho da corrupção direta. Marcou uma reunião particular com Cássio.

“Seja razoável, prefeito”, disse o empreiteiro, deslizando um envelope grosso sobre a mesa. “Todo mundo ganha. Podemos ser parceiros.”

Naquele momento, Cássio sentiu o peso da escolha. Aceitar o suborno seria a queda, a traição de tudo o que ele acreditava. A justiça sempre prevalecerá, ele pensou. A cobiça de Renato seria sua própria armadilha.

“Senhor Vargas”, disse Cássio, levantando-se e empurrando o envelope de volta. “A única parceria que me interessa é com o povo de Rio Belo. A licitação será refeita, com critérios técnicos mais rígidos. E eu sugiro que o senhor prepare uma proposta honesta desta vez.”

O que se seguiu foi uma batalha silenciosa. Renato, apanhado em sua própria cobiça, tentou de tudo para minar a gestão de Cássio. Mas a integridade do prefeito, como uma luz, guiava cada passo seu. A nova licitação foi vencida por uma empresa de fora, com um projeto mais caro, porém seguro e transparente.

A bênção para os verdadeiros e honrados se manifestou. A construção da ponte gerou empregos, usou o comércio local e, quando inaugurada, tornou-se um símbolo de orgulho para a cidade. Rio Belo se exaltou, não apenas pela obra de concreto, mas pelo triunfo da honestidade.

E quanto a Renato Vargas? Pela sua impiedade, caiu. Uma investigação, iniciada a partir das suspeitas levantadas pelo conselho técnico de Cássio, revelou um esquema de fraude em várias outras obras da construtora. Ele e seus vereadores, que se juntaram no conluio, não ficaram sem castigo. Foram presos, seus bens bloqueados. As pessoas corretas, os cidadãos de Rio Belo, ficaram livres de sua influência corruptora.

Anos mais tarde, atravessando a nova ponte, agora sólida e segura, Cássio refletiu. Ele havia enfrentado a tempestade e vencido. Sua integridade havia sido seu guia e sua salvação, provando que, no final, a justiça não é apenas um ideal, mas a única fundação sobre a qual algo de valor pode, de fato, ser construído.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Transformações

Jesus é um nome com glória e poder,

Se você conhecê-lo e dele aprender,

Algo novo em sua vida vai acontecer,

Muitas coisas novas chegarão a você.

 

Ele será seu mestre e guia,

No mar do conhecimento, você navegará.

Você poderá viver uma nova vida,

A sabedoria infinita, você alcançará.

 

Seus ensinamentos serão gravados em você,

A luz da sua mente resplandecerá.

As armas da tolice não vão te vencer.

Não importa quantas tentem te derrubar.

 

Siga em frente com Jesus no seu caminho,

Com Ele, você nunca se sentirá sozinho.

Nunca se esqueça dos milagres que Ele fez.

Você será acompanhado pelo Rei dos reis.


Este poema é parte do livro Palavras de fé.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Casa de Deus

Os templos são construídos para te adorar,

São casas para todo o povo te louvar.

No templo, da sua presença, podemos nos aproximar,

Ficando mais perto de Ti para te amar.


O seu templo tem que ser um lugar honrado,

Pelas suas mãos precisa ser abençoado.

Ele será um lugar que o povo escolheu,

Um lugar para todos adorarem a Deus.


Em sua casa, todos vão falar com o Senhor,

Falam através das palavras e do louvor.

Ao seu trono, as orações vão se elevar,

O clamor do seu povo, o Senhor escutará.


Senhor, que as orações subam a ti,

Que em todo o tempo, possa nos ouvir.

Falamos com o Senhor em sua habitação,

Esperando que tudo chegue a seu coração.


A sua casa é chamada casa de oração,

Onde todos vão abrir os seus corações,

Com o Senhor, o mais íntimo da alma, irão falar,

Esperando que o Senhor possa ajudar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A Memória e o Fundamento

O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios … A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá … Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto … Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros … O que o ímpio teme lhe acontecerá; o que os justos desejam lhes será concedido. Passada a tempestade, o ímpio já não existe, mas o justo permanece firme para sempre … O temor do Senhor prolonga a vida, mas a vida do ímpio é abreviada. O que o justo almeja redunda em alegria, mas as esperanças dos ímpios dão em nada. O caminho do Senhor é o refúgio dos íntegros, mas é a ruína dos que praticam o mal. Os justos jamais serão desarraigados, mas os ímpios pouco duram na terra. Provérbios 10:3, 7, 9, 17, 24-25, 27-30

Dez anos longe de casa criam uma névoa sobre as memórias. Ao retornar para a pequena Águas Claras, Valdir, agora um homem de trinta anos, sentia-se um arqueólogo de sua própria infância. A cidade havia mudado, mas os fantasmas do passado permaneciam. E nenhum fantasma era maior que o de Ernani Gusmão.

Ernani foi o homem mais poderoso da cidade. Dono do frigorífico, o maior empregador da região, ele governava Águas Claras com mão de ferro. Valdir se lembrava dele como uma figura temida, um homem cujo desejo parecia inabalável. Se Ernani queria um terreno, ele o conseguia. Se um funcionário o desafiava, era destruído. Sua prosperidade parecia zombar da ideia de justiça. O temor que ele inspirava, no entanto, era o temor que viria sobre ele. Ele vivia seguro em sua riqueza, mas nunca em sinceridade. Seus caminhos eram incorretos, e todos sabiam, mas ninguém ousava falar.

A primeira parada de Valdir foi o cemitério, para visitar o túmulo dos avós. Ao caminhar pelas lápides, ele passou pelo mausoléu opulento da família Gusmão. O mármore era imponente, mas estava coberto de folhas secas e teias de aranha. Ernani havia falecido há cinco anos. Valdir se deu conta de algo estranho: em dois dias na cidade, ninguém havia mencionado seu nome. Era como se, após sua morte, uma conspiração de silêncio o tivesse engolido. Era como se o nome daquele homem nunca tivesse existido. O nome de Ernani não apenas apodreceu; foi enterrado sob o peso do alívio coletivo.

Sua segunda parada foi na antiga biblioteca da praça, seu refúgio na adolescência. Lá, ele encontrou um contraste gritante. Na parede de entrada, havia uma placa de bronze simples e polida: “Biblioteca Municipal Jorge Valença - Em memória de um homem que plantou árvores e ideias.”

Jorge Valença. O nome trouxe um calor imediato ao coração de Valdir. Jorge foi o oposto de Ernani. Um professor de história e dono de uma pequena livraria, ele era um homem de posses modestas, mas de uma integridade inabalável. Ele andava em sinceridade, e por isso andava seguro. Todos na cidade o conheciam não pelo que ele tinha, mas pelo que ele era. Ele guardava a conhecimento e ensinava o caminho para a vida as gerações de jovens, incluindo Valdir.

Enquanto folheava os livros, Valdir começou a ver o “fundamento eterno” que Jorge havia deixado. A bibliotecária, uma jovem que foi aluna de Jorge, contou com entusiasmo sobre o novo clube do livro. O jardineiro que cuidava da praça era um ex-aluno problemático que Jorge havia tomado sob sua asa. A esperança do justo resulta em alegria, e a alegria plantada por Jorge ainda florescia por toda a cidade.

À tarde, Valdir caminhou até a beira do rio. Ele se lembrou de uma grande tempestade, anos atrás, que quase inundou a cidade. A enchente destruiu várias empresas na parte baixa, incluindo uma das serrarias de fachada de Ernani Gusmão. O império de Ernani, construído sobre a ganância, não tinha raízes.

Mas a casa de Jorge, que ficava numa pequena colina, permaneceu intacta. E Valdir se lembrou de seu professor, no dia seguinte à enchente, não se preocupando com seus próprios bens, mas organizando mutirões para ajudar os desabrigados, sua alma justa alimentada não por comida, mas por pelo propósito de servir e ajudar.

No final do dia, sentado em um banco na praça, sob a sombra de um ipê que ele viu Jorge plantar, Valdir entendeu. O temor do Senhor, que Jorge vivia em sua humildade e serviço, de fato prolonga os dias – não necessariamente no calendário, mas no legado, na memória abençoada que se recusa a morrer. A esperança de Ernani, depositada em sua própria força, morreu com ele. A esperança de Jorge, depositada em Deus e nas pessoas, tornou-se a alegria de uma cidade inteira.

O homem poderoso que perverteu seus caminhos foi, no fim, “conhecido” e apagado. O homem simples que andou em sinceridade deixou um fundamento que nem o tempo, nem as tempestades, poderiam abalar. E Valdir, respirando o ar de sua cidade natal, sentiu-se profundamente grato, não pelo homem que todos temiam, mas pelo homem cujo legado o ensinou a viver.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Alguns mestres

Muitos dizem que são de Cristo,

Andam por aí fazendo muitos discípulos.

Essa é a única e verdadeira missão,

E tem que ser feita com todo o coração.

 

Ensinando as pessoas sobre Jesus,

Falando para eles sobre a cruz.

Dizendo que o Senhor se sacrificou,

E por todos os nossos pecados, Ele pagou.

 

Mas no meio da jornada, eles vão se perdendo,

Do verdadeiro evangelho estão se esquecendo.

Algumas coisas novas eles vão percebendo.

Percebem que sua fama e fortuna estão crescendo.

 

Os discípulos que eram para o Senhor,

São vistos como forma de conseguir algum favor.

Os discípulos se tornam seu sustento,

E devem se dedicar ao mestre a todo o momento.

 

A cobiça da pessoa muito cresceu,

Ele já não se importa tanto com Deus.

Cada um vive para se promover,

Fica pensando em tudo o que pode ter.

 

Neste caminho, os discípulos são perdidos,

Eles não querem estar perto daquela pessoa,

Os discípulos não concordam com aquilo,

Eles querem ver o Senhor Jesus Cristo.


Se for um discípulo bem entendido,

Ele não se perderá do caminho.

Um novo líder de Deus, ele irá procurar,

Alguém digno em quem se possa confiar.

 

Se for um discípulo não fortificado,

Irá deixar o Senhor de lado.

Para o estado anterior irá voltar,

Pois muito decepcionado, ele está.

Para ele não há ninguém para confiar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Coração contaminado

Muitas vezes, vemos alguém perdido e queremos julgar,

Não temos estendemos nossa mão para ajudar.

Nosso coração quer mostrar superioridade,

Pensamos estar livres da culpa e da responsabilidade.


Somos hipócritas! Não fazemos diferença na sociedade,

Afirmamos que já estamos salvos e somos os donos da verdade.

Nossos corações estão tomados pela arrogância e pelo egoísmo,

Falamos que somos filhos de Deus, mas não somos como Cristo.


Deixamos o orgulho, a prepotência e a presunção nos dominar,

Andamos pelo mundo, mas não temos coragem de evangelizar.

Preferimos deixar os perdidos morrerem e para depois lamentar,

Choramos os mortos, mas os vivos, não fomos ajudar.


Todos os dias muitos são lançados no inferno,

Devido à nossa omissão, muitos vão para o tormento eterno.

São pessoas como eu e você, que poderiam ter a chance de salvação,

Mas devido à nossa negligência, estarão sempre na condenação.


O coração de muitos cristãos deve ser arrancado,

É preciso inserir um novo, renovado e transformado.

Um coração que dê a própria vida para salvar um perdido,

Um coração que vê o interior, um coração piedoso como Cristo.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O Manancial e a Tempestade

As bênçãos coroam a cabeça dos justos, mas a boca dos ímpios abriga a violência … Os sábios de coração aceitam mandamentos, mas a boca do insensato o leva à ruína … Aquele que pisca maliciosamente causa tristeza, e a boca do insensato o leva à ruína. A boca do justo é fonte de vida, mas a boca dos ímpios abriga a violência. O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados. A sabedoria está nos lábios dos que têm discernimento, mas a vara é para as costas daquele que não tem juízo. Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína … Quem esconde o ódio tem lábios mentirosos, e quem espalha calúnia é tolo. Quando são muitas as palavras o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato. A língua dos justos é prata escolhida, mas o coração dos ímpios quase não tem valor …  As palavras dos justos dão sustento a muitos, mas os insensatos morrem por falta de juízo. O tolo encontra prazer na má conduta, mas o homem cheio de entendimento deleita-se na sabedoria … A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será extirpada. Os lábios do justo sabem o que é próprio, mas a boca dos ímpios só conhece a perversidade. Provérbios 10:6, 8, 10-14, 18-21, 23, 31-32

O Condomínio “Altos da Boa Vista” era, na superfície, um lugar pacífico. Mas por baixo da fachada de jardins bem cuidados, o ódio, como um vazamento invisível, começava a excitar brigas. E no centro de tudo, estavam dois homens: Otávio, o novo síndico, e Gilberto, o morador do 503, um homem cuja boca era uma tempestade esperando para acontecer.

Gilberto era um mestre da maldade velada. Para ele, semear a discórdia era um divertimento. Ele encobria seu ódio com lábios falsos, aproximando-se dos vizinhos com uma preocupação fingida.

“Você viu o valor do novo orçamento do Otávio? Um absurdo! Sabe-se lá para onde vai todo esse dinheiro… “, ele sussurrava no elevador, piscando os olhos com malícia, plantando a semente da desconfiança. Ele tinha lábios tolos, e cada palavra sua era uma pá a mais cavando a ruína da harmonia do prédio.

Otávio, um engenheiro aposentado que assumiu o cargo por um genuíno desejo de servir, logo sentiu o impacto. As pessoas o paravam nos corredores com acusações veladas, baseadas nas meias-verdades de Gilberto. Ele poderia ter reagido com raiva, mas era um sábio. Ele aceitava a crítica, mesmo quando injusta.

“Obrigado por trazer isso a minha atenção”, ele respondia com calma. “Vou preparar um relatório detalhado de cada gasto e apresentar na próxima reunião. A transparência é a melhor política.”

A boca de Otávio era um manancial de vida. Onde Gilberto jogava gasolina, Otávio trazia a água da sensatez. Ele sabia que, na multidão de palavras, não faltam erros, então, media cada comunicado, cada resposta. Seus lábios, como os do justo, sabiam o que agradava: a verdade dita com respeito. Ele passou a fazer reuniões mensais abertas, não apenas para apresentar contas, mas para ouvir.

“O que podemos melhorar juntos?”, ele perguntava, entesourando o conhecimento que veio da experiência dos moradores.

A campanha de difamação de Gilberto se intensificou. Ele criou um grupo de WhatsApp chamado “De Olho no Síndico”, que rapidamente se tornou um tribunal de inquisição digital, uma fonte de destruição iminente para a reputação de Otávio. Gilberto postava fotos de uma lâmpada queimada no corredor como prova de “negligência”, interpretava cada decisão de Otávio como um ato de tirania ou corrupção.

A situação chegou a um ponto crítico quando um cano mestre estourou na garagem durante uma madrugada, inundando vários carros. Era o caos. Otávio foi acordado às 3h da manhã e, em minutos, já estava lá, de galochas, coordenando a equipe de manutenção, acalmando os moradores desesperados.

Gilberto, de seu apartamento, viu a cena pela janela. E seu divertimento foi cruel. Ele começou a filmar, a mandar áudios para o grupo.

“Vejam o desastre! É a incompetência personificada! Anos pagando condomínio para isso! Cadê o dinheiro da manutenção preventiva que ele prometeu?”

No entanto, a crise que deveria ser a ruína de Otávio se tornou sua redenção. Enquanto a boca de Gilberto jorrava críticas, a boca de Otávio produzia sabedoria prática. Ele organizou um rodízio de vagas para os carros que não foram atingidos. Conseguiu, através de um contato, um desconto com uma oficina para os reparos. Em 48 horas, a situação estava controlada.

Na reunião de emergência convocada na semana seguinte, o salão estava lotado, a tensão era palpável. Gilberto se levantou, pronto para seu discurso acusatório. Mas antes que pudesse falar, Matilda, uma senhora que morava no prédio há muitos anos, pediu a palavra.

“Eu só queria agradecer ao Otávio”, disse ela, a voz firme. “No meio do caos, ele nos trouxe calma. No meio da confusão, ele nos trouxe soluções. Há meses, ouvimos muitas palavras que só serviram para nos colocar uns contra os outros. Mas na hora do aperto, vimos que as palavras que realmente importam são as que constroem, não as que destroem.”

Um a um, outros moradores começaram a concordar. As pessoas que haviam sido envenenadas pela desconfiança de Gilberto agora viam a verdade. Ele foi pego de surpresa, tentou argumentar, mas suas palavras agora soavam vazias, ocas. Ele caiu, não por um ataque, mas pelo peso de sua própria insensatez.

Humilhado, Gilberto se calou. Naquele dia, a comunidade começou a se curar. Eles aprenderam a discernir entre o barulho da confusão e a voz da sabedoria. E Otávio, o homem cujas palavras eram preciosas, continuou seu trabalho, provando que um manancial de vida pode, eventualmente, apagar qualquer incêndio que a boca de um tolo tente começar.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Apóstolos

Jesus escolheu doze homens para pregar,

Eram os escolhidos para a sua palavra anunciar.

O batismo do arrependimento, deveriam pregar,

E a vinda do Messias e seu Reino, devem proclamar.

As ovelhas perdidas de Israel, iriam buscar.


Jesus indicou o caminho que eles deveriam seguir,

Cristo disse que não deveriam juntar nada para si.

Nem ouro, nem prata ou riqueza, deviam levar,

Somente os dons que foram dados, iriam carregar.

Por onde fossem, iriam: pregar, curar e demônios expulsar.


Este é o trabalho de um verdadeiro apóstolo do Senhor,

Ser um servo humilde e fazer tudo o que o Mestre mandou.

Indo a todos os lugares e pregando fielmente a verdade,

Praticando o princípio do comprometimento e da lealdade.


Esse tipo de apóstolo foi extinto há dois mil anos atrás,

Hoje em dia, os novos “apóstolos” não seguem o Pai.

Cada um deles busca somente sua glória pessoal,

Estão falando de Deus, mas no coração reside o mal.


 Pensam em juntar toda a riqueza que for possível,

Em relação aos demais líderes, dizem estar em outro nível.

São tão poderosos que não dão satisfação,

Acham que estão acima das leis de Deus e da nação.


A sua palavra e vontade, ninguém pode questionar,

Porque no “ungido do Senhor” não se pode tocar.

Dizem-se ungidos de Deus para proclamar a salvação,

Mas, na verdade, são os primeiros que precisam de cura e libertação.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Máquina de casino

O Senhor não é uma máquina de casino,

Onde você coloca o seu dinheirinho,

Esperando que algo mude em seu destino.

Deus não trabalha com aposta.

O Senhor trabalha com vida nova.


Deus não é um Deus de brincadeira,

Que você pode seguir de qualquer maneira.

Com Ele, é necessária muita seriedade,

Para te salvar, Ele quer a sua fidelidade.


O Senhor não aceita ser recompensado,

Ofertar muito, não indica que será agraciado.

Antes de pensar em ser abençoado financeiramente,

Você precisa pensar em ser salvo espiritualmente.


Toda a riqueza do mundo para nada irá adiantar,

Se a sua vida, você não mudar.

Do que adianta estar aqui e tudo ganhar,

E quando morrer, no inferno, sua alma lançar.


Pense em como está seguindo ao Senhor,

É por interesse próprio ou por amor?

Para andar com o Senhor e se salvar,

É preciso de todo o coração o adorar,

Sua vida, para Ele, é necessário dedicar.

E não somente ficar ofertando,

Para o dinheiro ir se multiplicando.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume III

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Os Dois Herdeiros

O filho sábio dá alegria ao pai; o filho tolo dá tristeza à mãe. Os tesouros de origem desonesta não servem para nada, mas a retidão livra da morte … As mãos preguiçosas empobrecem o homem, porém as mãos diligentes lhe trazem riqueza. Aquele que faz a colheita no verão é filho sensato, mas aquele que dorme durante a ceifa é filho que causa vergonha … A riqueza dos ricos é a sua cidade fortificada, mas a pobreza é a ruína dos pobres. O salário do justo lhe traz vida, mas a renda do ímpio lhe traz castigo … A bênção do Senhor traz riqueza, e não inclui dor alguma … Como o vinagre para os dentes e a fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o enviam. Provérbios 10:1-2, 4-5, 15-16, 22, 26

A morte de Mário Medeiros deixou para seus filhos, Tomás e Vicente, mais do que saudade: deixou a “Madeireira Medeiros”, uma empresa com cinquenta anos de história, poeira de serragem no ar e uma reputação tão sólida quanto o carvalho que vendiam. No leito de morte, Mário fez um último pedido à sua esposa, Ester: “Cuide para que eles honrem o nosso nome.” Ester, agora a matriarca silenciosa da família, sentia o peso daquela promessa.

Tomás, o mais velho, era o filho que envergonhava. Não por maldade, mas por uma preguiça crônica, uma aversão ao trabalho que era uma afronta direta à memória do pai. Ele via a madeireira não como um legado, mas como um caixa eletrônico. Era o que dormia na colheita, chegando tarde, delegando suas responsabilidades e passando mais tempo em longos almoços de “networking” do que no pátio com os funcionários. Sua mão era negligente, e sob sua breve gestão, os pedidos começaram a atrasar e a qualidade a cair. Ele era a tristeza de sua mãe, um lembrete constante da ausência do marido.

Vicente, o mais novo, era o filho sábio. Ele tinha o fogo do pai nos olhos e o amor pela madeira nas mãos. Para ele, cada prancha de mogno, cada viga de peroba, era uma história a ser contada. Sua mão era diligente. Ele era o primeiro a chegar e o último a sair. Passava seus dias no chão de fábrica, ao lado dos funcionários, com o cheiro de serragem impregnado na roupa. Ele era o que junta no verão, fechando novos contratos, otimizando o estoque, garantindo que a palavra “Medeiros” continuasse a ser sinônimo de qualidade. Ele era a alegria de sua mãe, um reflexo vivo do homem que ela tanto amou.

A tensão entre os irmãos era palpável. Tomás, sentindo-se diminuído pela ética de trabalho de Vicente, começou a buscar atalhos.

“Precisamos de dinheiro rápido, Vicente! Modernizar, expandir!”, ele argumentava.

O “dinheiro rápido” veio na forma de um fornecedor duvidoso, que oferecia madeira de origem ilegal por um preço muito abaixo do mercado. Eram os tesouros da impiedade.

“Ninguém vai saber. É a nossa chance de dar um salto”, Tomás insistiu.

Vicente foi inflexível.

“O pai nunca trabalhou com gente assim. Nosso nome vale mais do que um lucro fácil. O trabalho honesto nos dá uma vida tranquila, Tomás. O que você está propondo vai nos levar ao crime e à ruína.”

A discussão culminou na separação. Com a mediação de Ester, a empresa foi dividida. Tomás ficou com o pátio principal e o maquinário mais novo, mudando o nome para “Medeiros Prime”. Vicente ficou com um galpão antigo e algumas máquinas velhas, fundando a “Medeiros Legado”.

Nos primeiros anos, o caminho de Tomás pareceu triunfar. Usando madeira barata e práticas comerciais agressivas, ele conseguiu contratos com grandes construtoras, inundando o mercado com preços baixos. Ele comprou um carro de luxo, um apartamento na praia. Seus bens se tornaram sua certeza, uma fortaleza de arrogância da qual ele zombava do irmão. A riqueza de Tomás, no entanto, não vinha sem dores. A ansiedade de ser descoberto, as noites mal dormidas, as constantes ameaças de seus “parceiros” de negócio.

Vicente, por sua vez, enfrentou tempos difíceis. A ruína dos pobres é a sua pobreza, e ele teve que lutar para se reerguer. Mas ele tinha algo que o dinheiro de Tomás não podia comprar: uma reputação imaculada e a lealdade de seus funcionários, que o seguiram por admiração, não por necessidade. Ele focou em um nicho de mercado: móveis de alta qualidade, madeira certificada, atendimento personalizado. Sua riqueza crescia lentamente, mas era sólida, construída sobre a bênção do Senhor, e não trazia consigo as dores da ilegalidade.

A tempestade veio, como sempre vem. Uma grande operação policial contra a extração ilegal de madeira varreu o setor. O nome da “Medeiros Prime” estava no centro do escândalo. As contas de Tomás foram bloqueadas, o pátio interditado, o maquinário apreendido. Seus “tesouros da impiedade” de nada lhe aproveitaram. Pelo contrário, se tornaram sua ruína. A certeza que ele construiu era um castelo de areia, e a maré da justiça o desfez em uma única noite.

Desesperado e sem um centavo, Tomás procurou o irmão. Ele encontrou Vicente no galpão, agora reformado e movimentado, supervisionando a entrega de uma grande encomenda. O cheiro de madeira honesta encheu os pulmões de Tomás, e era um perfume que ele não sentia há muito tempo.

Vicente não o recebeu com um “eu te avisei”. Ele o recebeu com a tristeza de um irmão.

“Eu perdi tudo”, disse Tomás, a voz embargada.

“Não”, respondeu Vicente, olhando ao redor de sua próspera, embora modesta, empresa. “Você perdeu o que não era seu para começo de conversa. O que é construído com justiça… isso livra da perda e da destruição.”

Não houve um resgate financeiro. Mas Vicente ofereceu a Tomás um emprego. Um recomeço. Um lugar para trabalhar com as mãos e, talvez, reconstruir não sua fortuna, mas sua honra. Naquela tarde, Ester visitou o galpão e viu seus dois filhos trabalhando lado a lado pela primeira vez em anos. Um que havia lhe trazido tristeza, e outro, alegria. E em seu coração de mãe, ela sentiu a esperança de que a bênção do Senhor, que enriquece e não traz dores, pudesse, finalmente, alcançar toda a sua família.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

quarta-feira, 27 de maio de 2026

O fim

Senhor, a minha hora está chegando.

O meu tempo de vida está acabando.

Não há mais nada que eu possa fazer,

Eu sei que esse é o meu momento de morrer.


Eu morro, mas morro muito feliz,

Sei que muita coisa boa eu fiz.

Na minha vida, nada me faltou.

Eu sempre estive junto com o Senhor.


Um dia estava perdido pelo mundo,

Era o melhor exemplo de vagabundo.

Meus atos não traziam nenhuma alegria,

Perturbar os outros, era o que eu queria.


Mas o Senhor veio para os perdidos,

Salvou minha vida e me livrou dos perigos.

Todos os meus pecados foram perdoados,

E para uma vida decente, fui sendo levado.


Todo o meu comportamento, o Espírito Santo mudou,

Onde habitava somente maldade, o amor abundou.

Nunca mais eu quis servir ao pecado.

Daquele tempo em diante, eu era um homem salvo.


O restante da minha vida, ao Senhor dediquei,

Em muitas obras para Deus, eu trabalhei.

Fui a muitos lugares, muitas pessoas eu evangelizei,

Muitas almas para Deus, eu ganhei.


Agora me despeço de todos os meus amados,

Não fiquem tristes, vou para o Pai amado.

A morte, eu não preciso temer,

Sei que lá estará Deus para me receber.


No caminho de Deus, vocês devem seguir,

Assim na eternidade, vamos nos reunir.

Até mais, meu tempo já acabou,

Recebe agora meu espírito, ó Senhor!


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume III

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Tempo de assolação

Há momentos em que estamos arrasados,

Todos os nossos pilares foram derrubados.

A nossa casa parece estar assolada.

As nossas estruturas foram abaladas.


Somos expulsos de nossa terra,

Enviados a um terrível cativeiro.

Colocados sob grandes tribulações.

Ficamos subjugados, sob pesadas opressões.


Nossos olhos se desmancham no chorar,

Pensamos: “Que mal fizemos para isso nos suceder?”

Em vão gastamos tempo para questionar,

Pois, no fundo, sabemos o motivo disso acontecer.


Fomos desobedientes com o nosso Senhor,

Quebramos a sua santa aliança.

E seguimos muitas maldades e abominações.


Antes dele nos deixar em aperto,

Ele nos avisou e tardou em desviar seu amor.

Tentou de muitas maneiras nos quebrantar.

Deus sempre esperou que pudéssemos mudar,

E para a sua lei, fossemos voltar.

O Senhor demorou a se irar.


Vieram muitas pessoas em seu nome,

Mas não quisemos ouvi-los,

Preferimos as falsas palavras das pessoas.

Agora pagamos caro por isso...


Mesmo com tanta assolação e horror,

Temos esperança na misericórdia do Senhor,

Esperamos o seu perdão e reconciliação,

Pois sabemos que é um Deus de amor.


Este poema é parte do livro Poesia Cristã volume I.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Águas Roubadas

A insensatez é pura exibição, sedução e ignorância … A água roubada é doce, e o pão que se come escondido é saboroso! Mas eles nem imaginam que ali estão os espíritos dos mortos, que os seus convidados estão nas profundezas da sepultura. Provérbios 9:13, 17-18

Enzo florescia sob a tutela de Dona Eliana no Projeto Sete Pilares. A marcenaria havia lhe dado um ofício; a programação, um futuro. Mas a Insensatez, como uma mulher barulhenta e sedutora, não havia desistido dele. Ela se sentava à porta de sua antiga vida, no viaduto sobre a linha do trem, e chamava por ele.

A voz dela era a de Cadu, seu antigo amigo.

“E aí, Enzo, sumido?”, ele disse, abordando-o na saída do projeto. “Ainda nessa escolinha da vovó? A vida de verdade tá acontecendo aqui fora.”

Cadu era o porta-voz da “mulher louca”. Ele era alvoroçador, cheio de promessas de excitação fácil e ganhos rápidos. Ele não sabia nada sobre construir, apenas sobre tomar.

“Cola com a gente hoje à noite”, convidou Cadu, a voz baixa e conspiratória. “Tem um esquema novo. Dinheiro fácil. Uma grana fácil é muito melhor do que a ganha com suor.”

O “esquema” era simples e perigoso: usar um aplicativo de clonagem de cartões para fazer compras online. As “águas roubadas”, o dinheiro que não lhes pertencia, pareciam doces. A emoção do proibido, a adrenalina do segredo, era o que a Insensatez oferecia.

Enzo sentiu a atração. A vida de trabalho duro, embora gratificante, era lenta. A promessa de Cadu era um atalho tentador, um vislumbre da vida de consumo que ele via nas redes sociais.

Ele hesitou. A voz da Sabedoria, a calma e firmeza de Dona Eliana, ecoava em sua mente. Mas a voz da Insensatez era mais alta, mais urgente, mais sedutora.

“É só uma noite, Enzo. Ninguém vai saber”, insistiu Cadu.

Naquela noite, Enzo se viu de volta ao seu antigo mundo, mas agora ele era diferente. Ele via as coisas com mais clareza. Ele se sentou com Cadu e os outros em um porão escuro, iluminado apenas pelas telas dos notebooks. O ar estava pesado com o cheiro de fumaça e a energia febril da transgressão.

Eles riam, gabando-se dos produtos caros que estavam “comprando”. Mas Enzo não conseguia rir. Ele olhava para os rostos dos amigos, animados pela emoção do momento, e não via vida. Via um vazio. Eles eram barulhentos, mas suas almas estavam em silêncio.

Ele pensou na oficina de marcenaria, no cheiro da madeira, na satisfação de criar algo com as próprias mãos. Aquilo era vida. Pensou na tela do computador no Sete Pilares, onde ele construía códigos para ajudar as pessoas. Aquilo era vida.

O que estava acontecendo naquele porão… não era vida. Era o seu oposto.

De repente, a porta do porão se abriu com um estrondo. Dois policiais, com lanternas ofuscantes, invadiram o local. O pânico explodiu. Cadu tentou correr, mas foi derrubado. O riso se transformou em gritos, a excitação em terror.

Enzo, que não havia participado ativamente, foi levado junto com os outros. Na delegacia, sob a luz fria e impessoal, ele olhou para seus amigos. Eles não eram mais os fanfarrões do viaduto. Eram apenas garotos assustados, algemados.

Um dos policiais, um homem mais velho com um olhar cansado, olhou para Enzo. “Você não parece ser como eles, garoto. O que estava fazendo lá?”

Enzo não conseguiu responder. Ele estava vendo, com uma clareza terrível, o segredo da casa da Insensatez. O banquete dela era uma fraude. Seus convidados não eram os espertos, os descolados. Eram os mortos. Mortos em seus sonhos, mortos em sua liberdade, mortos em seu futuro.

Dona Eliana foi buscá-lo na manhã seguinte. Ela não o repreendeu. Apenas o abraçou, um abraço que dizia “bem-vindo de volta à vida”.

Enquanto se afastava da delegacia, Enzo olhou para trás. Ele não sabia o que aconteceria com Cadu e os outros. Mas ele sabia que havia estado nas profundezas do inferno, e que, por um triz, havia escapado. As águas roubadas podiam parecer doces por um instante, mas o gosto que deixavam era o da morte. E ele, agora, só tinha sede da fonte da vida.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Falsos deuses

Há coisas que as pessoas insistem adorar,

Pode ser uma imagem ou outras coisas...

Adoram inutilmente, pois neles, poder não há.


As imagens têm boca e não podem falar,

Ouvidos e não podem escutar.

Nem espírito vivo para responder.

Ficam sempre paradas e nada podem fazer.


São obras de homens pecadores,

Que as fazem para multiplicar os adoradores,

Em madeira, pedra ou metal,

Elas são feitas para a multiplicação do mal.

Pois há somente um que devemos adorar:

O Senhor Deus!

O nosso clamor, Ele pode escutar,

Somente para Ele devemos orar.

Só o Deus Todo Poderoso pode tudo mudar.


Não busque deuses feitos por humanos,

Eles são somente más obras de homens mundanos.

Eles são uma abominação para o verdadeiro Senhor,

Ele deseja de nós o puro amor e louvor.


Louve somente ao verdadeiro Deus,

Ele nunca vai nos desamparar,

Só Ele pode te salvar e à vida eterna te levar.


Este poema é parte do livro Poesia Cristã volume I.

sábado, 4 de abril de 2026

Retribuição

Alguns praticam o mal sem se preocupar,

Pensam que em suas vidas nada acontecerá.

Em seus corações, as intenções malignas vão brotar,

Vivem maquinando as maldades para praticar.

Executam suas más obras sem se importar.


Este pensamento inconsequente está errado,

Por tudo o que fez, cada um será recompensado.

Nada do que foi feito ficará na impunidade,

O Senhor retribuirá conforme sua verdade.


Aquele que foi bom, com o bem, Deus pagará,

O que praticou maldade, muitos males, receberá.

Essa é a verdadeira justiça vinda do Senhor,

De toda a terra, Deus é o juiz e grande legislador.


Da grande justiça de Deus não há como escapar,

Onde quer que a pessoa esteja, Ele vai alcançar.

Por isso é imprescindível praticar a bondade,

Caso contrário, receberá em sua vida grande maldade.


Antes do Senhor executar o seu juízo,

Ele ainda dá uma oportunidade para cada filho.

Deus diz para seu filho se arrepender e mudar,

Assim, a sua justiça divina Ele vai amenizar.

Mesmo amenizando, a retribuição acontecerá.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VII.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4j7Q52

quarta-feira, 1 de abril de 2026

O Reflexo no Espelho

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento … Se você for sábio, o benefício será seu; se for zombador, sofrerá as consequências”. Provérbios 9:10,12

Cinco anos se passaram desde o dia da fatídica avaliação de desempenho. Para Adriano, foram anos de crescimento constante. Ele agora era o Diretor de Criação da agência, ocupando a antiga sala de Maurício, que havia se aposentado. Sua sabedoria não era apenas técnica; ele aprendeu que o temor do Senhor, a humildade de reconhecer que não sabia tudo, era o verdadeiro princípio de sua jornada. Ele liderava sua equipe com a mesma abertura e respeito com que aprendeu a receber a crítica. Sua vida era um testemunho silencioso de que a sabedoria que ele buscou era para seu próprio bem, uma fonte de paz e prosperidade.

Ronan, por outro lado, havia se tornado um nômade profissional. Passou por três agências diferentes em cinco anos, deixando um rastro de conflitos e projetos inacabados. Em cada lugar, a história se repetia: um início promissor, seguido pela incapacidade de aceitar críticas, a criação de um ambiente tóxico e, finalmente, uma saída amarga. Ele era o zombador e arrogante, e a conta de sua arrogância estava chegando, pesada e exclusivamente para ele.

O encontro deles aconteceu em um evento da indústria, um daqueles coquetéis barulhentos onde todos usam seus melhores sorrisos e cartões de visita. Adriano estava cercado por jovens designers que o ouviam com admiração. Ronan estava encostado em um canto, sozinho, observando a cena com um copo de uísque na mão e um cinismo familiar no olhar.

“Ora, ora, se não é o grande chefe”, disse Ronan, aproximando-se, a voz carregada de uma ironia que mal escondia a amargura. “Subiu rápido, hein, Adriano? Puxou o saco certo, imagino.”

Adriano se virou, e o sorriso em seu rosto não vacilou. Não havia nele arrogância, apenas uma calma genuína.

“Oi, Ronan. Bom te ver. Como você está?”

A pergunta simples desarmou Ronan. Ele esperava um confronto, uma troca de farpas. Mas Adriano não estava mais naquele jogo.

“Estou bem”, mentiu Ronan. “Abrindo minha própria agência. Cansei de trabalhar para gente incompetente.”

Adriano apenas acenou com a cabeça, sem julgar.

“Desejo sucesso a você.” E com um aperto de mão educado, ele se desculpou e voltou para sua conversa.

O encontro, que durou menos de um minuto, foi o suficiente para abalar Ronan. A paz de Adriano, sua confiança tranquila, era um contraste brutal com a tempestade que existia dentro dele.

Mais tarde, naquela noite, Ronan chegou ao seu apartamento pequeno e bagunçado. A “própria agência” era apenas uma ideia, um blefe para mascarar o fato de que ele havia sido demitido novamente na semana anterior. Ele se olhou no grande espelho da sala, um dos poucos móveis que sobraram de sua época de glória.

E, pela primeira vez, ele não viu o gênio incompreendido. Ele viu um homem de quarenta anos, cansado, solitário e com medo. Ele lembrou-se daquele dia na sala de Maurício. Lembrou-se de Adriano. Todas as desculpas que ele havia construído ao longo dos anos — chefes ruins, colegas invejosos, falta de sorte — desmoronaram.

A verdade o atingiu com a força de um soco. Ninguém havia feito aquilo com ele. Nem Maurício, nem Adriano, nem o “sistema”. Ele, e somente ele, havia suportado o peso de sua própria arrogância. Esta havia sido uma âncora, mantendo-o preso no mesmo lugar enquanto o mundo ao seu redor avançava. Sua recusa em aprender havia sido sua sentença.

O homem no espelho o encarava, e não havia para onde fugir. A sabedoria que Adriano abraçou o havia elevado. A arrogância que Ronan escolheu o havia afundado. E, no silêncio de seu apartamento, ele finalmente entendeu a verdade mais solitária de todas: a colheita de nossas escolhas é intransferível.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

Apresentação

Apresentação

Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...