sábado, 4 de abril de 2026

Retribuição

Alguns praticam o mal sem se preocupar,

Pensam que em suas vidas nada acontecerá.

Em seus corações, as intenções malignas vão brotar,

Vivem maquinando as maldades para praticar.

Executam suas más obras sem se importar.


Este pensamento inconsequente está errado,

Por tudo o que fez, cada um será recompensado.

Nada do que foi feito ficará na impunidade,

O Senhor retribuirá conforme sua verdade.


Aquele que foi bom, com o bem, Deus pagará,

O que praticou maldade, muitos males, receberá.

Essa é a verdadeira justiça vinda do Senhor,

De toda a terra, Deus é o juiz e grande legislador.


Da grande justiça de Deus não há como escapar,

Onde quer que a pessoa esteja, Ele vai alcançar.

Por isso é imprescindível praticar a bondade,

Caso contrário, receberá em sua vida grande maldade.


Antes do Senhor executar o seu juízo,

Ele ainda dá uma oportunidade para cada filho.

Deus diz para seu filho se arrepender e mudar,

Assim, a sua justiça divina Ele vai amenizar.

Mesmo amenizando, a retribuição acontecerá.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VII.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4j7Q52

quarta-feira, 1 de abril de 2026

terça-feira, 31 de março de 2026

O amor de Deus

O amor de Deus por todos nós é sensacional!

A nosso favor, Ele age de maneira sobrenatural.

Ele nos ama tanto que, seu filho sacrificou,

Para que todos pudessem conhecer seu amor.


Jesus Cristo veio para fazer a reaproximação,

Com o Espírito Santo tocando cada coração.

Deus faz tudo para que sintamos seu amor,

Ele quer que o reconheçamos como Senhor.


Não é possível exprimir o amor do Senhor!

Pois é tão imenso que foge da nossa compreensão.

É um amor tão profundo que vai direto ao coração.

O sentimento é tão forte que supera toda emoção.


Por mais que escrevesse não é possível explicar,

Com palavras, esse amor não é possível demonstrar.

É um amor que somente o crente pode entender,

Um amor tão forte que faz cada um se constranger.


O constrangimento é um sinal de agradecimento,

Pois sabemos que esse amor, não merecemos.

Foi Deus quem escolheu cada um para amar,

Com seu amor Deus decidiu nos presentear.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VII.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4j7Q52

sexta-feira, 27 de março de 2026

Crianças

Todos os dias milhões de crianças recebem muito carinho e amor,

Elas têm boas vidas, vivem felizes, quase nunca sentem dor.

Seus pais são dedicados e fazem tudo o que podem para lhes agradar,

Algumas estão tão bem, que têm tudo o que seu coração desejar.


E no outro lado, há milhões de crianças vivendo na pobreza e miséria,

Passam fome, passam frio, e às vezes, ninguém é responsável por elas.

São crianças que são completamente esquecidas por toda a sociedade,

São crianças que ficam abandonadas e jogadas por toda a cidade.


Este abandono gera consequências para elas e todos ao seu redor,

Elas estão tão necessitadas que fazem de tudo para ter algo melhor.

E nessa busca podem se envolver com pessoas mal-intencionadas,

Que farão coisas ruins, e toda a infância e inocência serão tiradas.


Muitas pessoas olham para essas crianças e só pensam em julgar,

Sem mesmo conhecer, já definem que não são dignas de se ajudar.

Não conseguem enxergar o desejo por trás das ações das crianças,

Não conseguem perceber que elas querem algo novo, uma mudança.


Essas crianças só desejam o mais básico para terem uma vida digna,

Elas desejam ter pais, ter parentes, alguém para chamarem de família.

Essas crianças desejam que alguém as veja e dê a elas a sua atenção,

Elas só desejam receber amor e carinho para aquecer seu coração.


Este poema é parte do livro A vida através das palavras.

quarta-feira, 25 de março de 2026

O Espelho e o Escudo

Não repreenda o zombador, caso contrário ele o odiará; repreenda o sábio, e ele o amará. Instrua o homem sábio, e ele será ainda mais sábio; ensine o homem justo, e ele aumentará o seu saber. Provérbios 9:8-9

A avaliação de desempenho semestral era um ritual temido na agência. Maurício, o diretor de criação, era conhecido por sua franqueza brutal. Naquele dia, ele chamou à sua sala dois de seus jovens designers mais promissores: Ronan e Adriano. Ambos haviam trabalhado no mesmo projeto, e o feedback seria sobre o mesmo conjunto de falhas.

Ronan entrou primeiro. Ele era talentoso, mas arrogante. Via a si mesmo como um gênio incompreendido. Maurício foi direto, apontando as inconsistências no design de Ronan, a falta de atenção aos detalhes do briefing, os prazos perdidos.

“Isso não é justo!”, Ronan reagiu, a defensiva se transformando em agressão. “A culpa foi do briefing que não era claro! E o Adriano não me ajudou o suficiente!”

Ele usou a crítica como um escudo, rebatendo cada ponto com uma desculpa ou uma acusação. Ele era o zombador.

“Ronan”, disse Maurício, a paciência já indo embora, “estou tentando te ajudar a crescer.”

“Eu não preciso desse tipo de ajuda”, retrucou Ronan. “Se você não consegue ver o valor do meu trabalho, talvez eu esteja no lugar errado.”

Ele saiu da sala batendo a porta, deixando para trás um clima de hostilidade. Maurício suspirou. Ele havia tentado repreender o arrogante e aquilo virou uma afronta. Ronan, em vez de aprender, passou o resto do dia reclamando com os colegas, odiando Maurício por ter ousado criticá-lo.

Em seguida, foi a vez de Adriano. Ele entrou na sala nervoso, mas com uma postura aberta. Ele sabia que o projeto não havia sido seu melhor trabalho.

Maurício repetiu a mesma crítica, ponto por ponto. Adriano ouviu em silêncio, o rosto concentrado. Ele não interrompeu. Ele não deu desculpas. Ele usou o feedback como um espelho, forçando-se a enxergar as falhas que seu orgulho tentava esconder.

Quando Maurício terminou, Adriano respirou fundo.

“Obrigado, Maurício”, disse ele, a voz sincera. “Eu precisava ouvir isso. Onde você acha que eu poderia ter focado mais? Você tem algum conselho sobre como posso organizar melhor meu processo para evitar esses erros no futuro?”

Ele era o sábio. A repreensão não o diminuiu; o instruiu.

Maurício se recostou na cadeira, surpreso e impressionado. O que havia sido uma confrontação com Ronan se tornou uma sessão de mentoria com Adriano. Eles passaram a próxima hora conversando, desenhando novas estratégias em um quadro branco. Adriano saiu da sala não com raiva, mas com gratidão. Ele havia sido repreendido, e por isso, passou a amar e respeitar ainda mais seu diretor.

Nos meses seguintes, as trajetórias dos dois se tornaram um estudo de caso.

Ronan, amargurado, se isolou. Seu trabalho se tornou desleixado, sua atitude, tóxica. Ele via conspirações em toda parte, acreditando que Maurício estava “pegando no seu pé”. Eventualmente, ele pediu demissão, culpando a “cultura da agência” por seu fracasso.

Adriano, por outro lado, floresceu. Ele aplicou cada conselho. Tornou-se mais organizado, mais colaborativo, mais sábio. Passou a pedir feedback proativamente. Ele e Maurício desenvolveram uma relação de profundo respeito mútuo. Um ano depois, quando uma vaga de liderança de equipe foi aberta, a escolha foi óbvia.

Adriano aprendeu, na prática, que a crítica não é o que nos define. A forma como reagimos a ela, sim. Para o arrogante, ela é um insulto que gera ódio. Para o sábio, ela é um presente que gera amor e o torna ainda mais sábio.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

segunda-feira, 23 de março de 2026

Sobrecarregados

Algumas vezes sentimos uma pressão vinda de todos os lados,

É como se estivéssemos sendo oprimidos e bastante apertados.

Parece que tudo ao nosso redor vem para nos esmagar,

É como se tudo estivesse indo contra, com força para sufocar.


As pressões podem vir da família, trabalho, escola, de todo lugar,

Tudo parece tão apertado, que nem mais conseguimos pensar.

Ficamos desesperados, buscando algum modo para respirar,

Em certos momentos é tanto aperto, que parece que vai nos matar.


Olhamos para os lados e parece que não há saída para a situação,

A luta já é tão pesada, que não há nenhuma esperança no coração.

Até mesmo aqueles que outrora diziam que poderiam nos ajudar,

Fogem depressa porque nunca quiseram realmente nos aliviar.


Ficamos sozinhos, olhando de um lado para o outro,

Buscando qualquer sinal de esperança, buscando um conforto.

Buscamos alguém que a nossa carga possa aliviar,

Alguém que nos ajude a seguir em frente e a tudo suportar.


A única pessoa que pode nos ajudar a suportar tudo é Jesus Cristo,

Ele é aquele que em todos os momentos pode nos dar o seu alívio.

Jesus nos abraça, dá a mão e toma todos nossos fardos e aflições,

Jesus consola e sempre dá um grande descanso aos nossos corações.


Este poema é parte do livro A vida através das palavras.

sábado, 21 de março de 2026

A queda do ser humano

Alguém semelhante a si, Deus criou,

Criou o homem e muito o amou.

Fez o homem a sua imagem e semelhança,

E sobre a Terra, concedeu-lhe a liderança.


O Senhor não quis ver o homem só,

Para ele, criou uma companheira.

Uma mulher que era sua própria carne,

Uma companheira que o ajudasse.


O primeiro casal estava formado.

A eles, todo o fruto foi dado,

Somente um, eles não podiam comer,

Se comessem, certamente iriam morrer.


Mesmo assim, preferiram desobedecer,

E o conselho da serpente, decidiram atender.

Seus olhos foram abertos e tudo podiam ver.

Ficaram envergonhados e de Deus, tentaram se esconder.


Dessa atitude, o Senhor não se agradou,

A serpente, Ele amaldiçoou,

Do paraíso, Deus os expulsou.

Na terra comum, os lançou.


Agora, de seu trabalho, vão comer,

Muitas dores vão padecer.

Tudo isso porque não escutaram.

E do que era proibido provaram.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume II.

Veja o livro:

quarta-feira, 18 de março de 2026

A Mesa Preparada

A sabedoria construiu sua casa; ergueu suas sete colunas … Deixem a insensatez, e vocês terão vida; andem pelo caminho do entendimento. Provérbios 9:1,6

O “ponto mais alto” da cidade, para jovens como Enzo, era o viaduto sobre a linha do trem. Era ali que a vida acontecia, ou melhor, onde a vida era desperdiçada. Entre pichações e o barulho dos vagões, eles passavam as tardes, sem rumo, alimentando-se de tédio e de sonhos vazios de dinheiro fácil. Enzo, aos dezessete anos, sentia um incômodo, um desejo por algo mais, mas a inércia do grupo o mantinha preso. Ele era o “simples”, o “ingênuo”, flutuando sem direção.

O convite chegou de uma forma inesperada. Não de um anjo, mas de uma “criada” na forma de um panfleto amassado que ele encontrou no chão do ônibus. O panfleto anunciava a inauguração do “Projeto Sete Pilares”, um casarão antigo, reformado por uma senhora que todos conheciam apenas como Dona Eliana.

Dona Eliana era a Sabedoria personificada. Uma ex-diretora de escola que, após a aposentadoria, investiu todo o seu tempo e recursos para construir sua “casa”. Os “sete pilares” eram as oficinas que ela oferecia: reforço escolar, programação de computadores, música, marcenaria, inglês, educação financeira e aconselhamento vocacional. Ela havia preparado seu “banquete”, misturado seu “vinho” – o conhecimento, a dignidade, a esperança.

“Precisa de uma direção, venha para cá!”, dizia o panfleto. As palavras pareceram falar diretamente com Enzo.

“Vai entrar nessa, Enzo?”, zombou seu amigo, Cadu, ao ver o panfleto. “Virar o queridinho da vovó? A gente se vira na rua. É mais rápido.”

Apesar da zombaria, uma curiosidade teimosa levou Enzo até o portão do casarão. Ele espiou por entre as grades. Viu jovens como ele, mas com um brilho diferente no olhar, aprendendo a consertar um computador, a tocar violão. Viu a mesa preparada. E sentiu fome. Fome de algo que a rua não oferecia.

Com o coração batendo forte, ele entrou.

Dona Eliana o recebeu com um sorriso que não era de pena, mas de expectativa.

“Estávamos esperando por você”, disse ela, como se fosse a coisa mais natural do mundo. “Há um lugar pra você.”

Enzo começou pela oficina de marcenaria. Suas mãos, antes acostumadas a segurar latas de spray, aprenderam a manejar a plaina e o formão. Ele descobriu a alegria de transformar um pedaço de madeira bruta em algo útil e belo. Ele estava comendo do “pão” da criação, do propósito.

Depois, foi para a aula de programação. Sua mente, antes anestesiada pelo tédio, acendeu com a lógica e a criatividade do código. Ele estava bebendo do “vinho” do conhecimento, da possibilidade.

A transformação não foi apenas externa. Ao conversar com Dona Eliana e os outros mentores, ele aprendeu sobre responsabilidade, integridade e visão de futuro. Ele estava abandonando a “loucura” da vida sem rumo.

Meses depois, Cadu o encontrou na saída do projeto. Enzo carregava um banquinho de madeira que ele mesmo havia construído, um presente para sua mãe.

“Ainda perdendo seu tempo aí, cara?”, perguntou Cadu, mas sua voz tinha menos zombaria e mais curiosidade.

Enzo olhou para as próprias mãos, agora com pequenos calos de trabalho. Olhou para o banquinho, um símbolo de sua transformação.

“Eu não estou perdendo tempo, Cadu”, respondeu ele, com uma calma que não possuía antes. “Estou ganhando a vida.”

Ele havia aceitado o convite. Havia se sentado à mesa da Sabedoria e, pela primeira vez, sentia-se verdadeiramente nutrido. A vida, com todas as suas possibilidades, estava apenas começando.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

terça-feira, 17 de março de 2026

O dilúvio

O Senhor se entristeceu com sua criação,

Viu que o ser humano só causa destruição.

A maldade dominava todo coração.

Em ninguém havia nada de bom.


Deus decidiu destruir tudo,

Mandando sobre a Terra um grande dilúvio.

Antes de tudo isso acontecer,

Houve um servo que Deus quis proteger,

Noé, um homem abençoado por Deus,

O Senhor iria salvá-lo com os seus.


Uma arca, Deus mandou construir,

E todo casal de animal iria vir.

Para que toda espécie pudesse se salvar,

Após as chuvas, uma nova Terra começará.


Nenhum dos seres humanos irá restar,

Toda maldade da Terra, a água irá lavar.

Até os altos montes serão inundados.

Toda a Terra parecerá um grande lago.


Depois de tudo isso acontecer,

As águas começaram a retroceder.

A terra novamente podia ser vista.

Todos tinham esperança em uma nova vida.


Deus os conduziu até a saída da arca.

A promessa de fidelidade foi confirmada.

Em agradecimento, Noé sacrificou,

Disso, o Senhor se agradou.


Um novo pacto com Noé foi estabelecido,

Este mundo não será mais destruído.

Haverá um sinal para o povo se lembrar,

O quanto o Senhor foi capaz de amar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume II.

Veja o livro:

sexta-feira, 13 de março de 2026

Cristianismo moderno

O cristianismo está sendo modernizado,

E com sua modernidade vem o pecado.

Para alguns, tudo ocorre corretamente,

Mas este é um engano em suas mentes.

 

Na igreja, as doutrinas mundanas são colocadas,

As práticas dos pecadores são imitadas.

O pretexto para isso é que Jesus será pregado,

Fazem de tudo para justificar o que está errado.

 

Em alguns lugares, a música secular já se misturou,

Não é mais possível diferenciá-la do louvor.

Há muitas igrejas que o louvor parece ser um show,

Não é possível perceber a adoração do Senhor.

 

Existem templos que estão secularizados,

Onde os costumes dos pecadores são praticados.

Já existe até pastor que prega falando palavrão,

Alguns acham que é normal, é parte da pregação.

 

Existem líderes preocupados com o entretenimento,

Deixam tudo acontecer na igreja sem discernimento.

Muitos desses acontecimentos estão errados,

Levando os fiéis a um evangelho que não foi pregado.

 

Todos são levados ao evangelho da secularização,

Um evangelho baseado no ser humano e na emoção.

Desviando-se totalmente do que Jesus falou,

Indo pelo caminho que o ser humano indicou.


Neste caminho não existe possibilidade de salvação,

É o caminho que conduz a pessoa à condenação.

Somente o Evangelho de Cristo pode salvar,

Somente o Evangelho “antigo” pode libertar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

quarta-feira, 11 de março de 2026

Vigiando à Porta

Ouçam a minha instrução, e serão sábios. Não a desprezem. Como é feliz o homem que me ouve, vigiando diariamente à minha porta, esperando junto às portas da minha casa. Pois todo aquele que me encontra, encontra a vida e recebe o favor do Senhor. Mas aquele que de mim se afasta, a si mesmo se agride; todos os que me odeiam amam a morte”. Provérbios 8:33-36

A notícia da fusão da empresa caiu como um meteoro, e a lista de demissões que se seguiu foi a onda de choque. Nela, estavam dois nomes, lado a lado: Danilo e Gilson. Ambos com mais de quinze anos de casa, ambos no auge de suas carreiras, ambos com famílias e financiamentos. Ambos, em um piscar de olhos, desempregados.

Naquela noite, a casa de Gilson foi preenchida pelos sons da morte. Não a morte física, mas a morte da esperança.

“Acabou!”, ele gritava para a esposa, que tentava acalmá-lo. “Anos de dedicação jogados no lixo! Eles me traíram! Eu odeio essa empresa, odeio essa cidade!”

Ele passou a noite bebendo, amaldiçoando sua sorte, mergulhando em um poço de autopiedade e raiva. Ele odiava a recomendação que lhe dizia para ter calma, para confiar. Para ele, a sabedoria era uma piada de mau gosto diante da brutalidade da vida.

Na casa de Danilo, o silêncio também era pesado, mas não era o silêncio do desespero. Era o silêncio da dor processada em oração. Ele abraçou sua esposa, chorou, permitiu-se sentir o peso do golpe. Mas, em meio à sua angústia, ele fez uma escolha. Ele decidiu “vigiar às portas da sabedoria”.

Na manhã seguinte, enquanto Gilson ainda dormia, afogado em sua ressaca de amargura, Danilo se levantou antes do sol. Ele não tinha um escritório para ir, mas criou uma nova rotina. Passou a primeira hora do dia lendo a Bíblia e orando, não pedindo um emprego milagroso, mas pedindo clareza, força e direção. Ele estava, metaforicamente, esperando na porta pela entrada da Sabedoria.

Gilson passou as semanas seguintes mergulhado em sua própria alma violentada. Rejeitava as ligações de amigos, passava os dias de pijama, assistindo a noticiários que só alimentavam sua raiva do mundo. Ele se tornou uma fonte de amargura, e sua família começou a se afastar da nuvem tóxica que ele se tornou. Ele amava a morte de seu próprio espírito.

Danilo, por outro lado, começou a agir. Ele atualizou seu currículo. Fez uma lista de todas as suas habilidades. Ligou para seus contatos, não para se lamentar, mas para pedir conselhos e indicações. Ele se matriculou em um curso online para aprender uma nova linguagem de programação. Ele vigiava, atento às oportunidades. Ele não sabia de onde a ajuda viria, mas se mantinha pronto na porta.

A diferença se tornou clara em uma entrevista de emprego. Gilson finalmente conseguiu uma, mas sua amargura transbordou. Ele falou mal de sua antiga empresa, reclamou da economia, transmitiu uma energia de vítima. Não conseguiu a vaga.

Danilo também enfrentou rejeições. Mas em cada entrevista, ele falava de seus anos na empresa com gratidão pelo que aprendeu. Falava do futuro com um otimismo cauteloso, mas genuíno. Ele não negava a dificuldade da situação, mas sua identidade não estava definida por ela.

Dois meses depois, Danilo recebeu uma oferta. Não era para a mesma posição ou com o mesmo salário de antes. Era um recomeço, em uma empresa menor, mas com uma cultura que ele admirava. Era uma porta.

Ao contar a novidade para sua esposa, ele sentiu uma alegria profunda. Ele havia achado a vida. Não porque havia achado um novo emprego, mas porque, no processo, ele havia encontrado uma resiliência que não sabia que possuía. Havia encontrado a paz em meio à incerteza. Havia encontrado o favor do Senhor, não na forma de uma vida sem problemas, mas na forma de força para atravessá-los.

Certo dia, ele encontrou Gilson no supermercado. Gilson parecia mais velho, abatido.

“Fiquei sabendo do seu emprego novo”, disse Gilson, com uma ponta de inveja. “Você sempre teve mais sorte que eu.”

Danilo olhou para o antigo colega com compaixão.

“Não foi sorte, Gilson”, disse ele, gentilmente. “Nós dois fomos atingidos pela mesma tempestade. A única diferença é que, na escuridão, eu decidi continuar vigiando, esperando a luz da manhã. Você, infelizmente, decidiu fechar a porta.”


(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

segunda-feira, 9 de março de 2026

A justificação de Jó

Jó estava passando por grande aflição,

As dores eram tantas que desfaleciam o coração.

Alguns amigos vieram a ele para chorar,

Por alguns dias ficaram sem nada falar.

 

Depois do choro e silêncio, Jó se pronunciou,

O dia em que nasceu, ele amaldiçoou.

Para ele não havia sentido viver assim,

Ele achava melhor chegar ao seu fim.

 

Algo agradável, seus amigos tentaram falar,

 As dores de seu amigo, tentavam justificar.

Mas o espírito de Jó, não puderam acalmar.

E Jó falava que diante de Deus, iria se justificar.

 

Aqueles que estavam com Jó, tentavam exortá-lo,

Ele estava tão aflito e não quis considerá-los.

Jó achava que Deus havia vindo para castigá-lo,

E seu sofrimento nunca seria terminado.

 

Depois de discutirem, o Senhor veio falar,

A justificação de Jó, Deus veio contestar.

Dizendo que diante dele ninguém pode se justificar,

E que os desígnios de Deus não podem ser explicados.

A única coisa que resta ao ser humano é aceitá-los.

 

O Senhor questionou a sabedoria de Jó,

Ele não respondeu e se humilhou no pó.

Jó admitiu que a vontade de Deus ele não conhecia,

E seus planos, ele não compreendia.

O Senhor ordenou que fossem sacrificar,

Para que suas culpas pudessem expiar.

A aflição de Jó, o Senhor eliminou,

A riqueza que Jó tinha, Deus dobrou.

Depois disso, muitos dias, Jó viveu,

Velho e cheio de riquezas, ele morreu.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

sexta-feira, 6 de março de 2026

Descanso e pecado

“Hoje não, mas amanhã tudo farei,

Um pouco de descanso, logo trabalharei.

Não se preocupe, não precisa se apressar,

Amanhã ou depois, tudo vamos executar.”

 

Estas frases carregam um grave pecado,

Criando brechas para fugir do trabalho.

Estes dizeres destilam a procrastinação,

Envenenam a mente com uma doce ilusão.

 

O corpo é assaltado pela morosidade,

Trabalhando em reduzida velocidade.

E a mente se alegra com a lentidão,

Crendo que isso é paz para o coração.

 

O procrastinador joga fora sua vida,

Desperdiçando cada um dos seus dias.

Negando as grandes dádivas que recebeu,

Rejeitando tudo o que Deus lhe concedeu.

 

Deus deu uma mente espetacular,

Infinitas imaginações ela pode criar.

O Senhor lhe entregou um corpo imponente,

O perfeito complemento para a mente.


O procrastinador desonra o seu Criador,

Despreza o esforço e plano do Senhor.

Esta pessoa vive sem reverência,

Agindo com total e absoluta negligência.

 

A mudança é necessária e inadiável,

A pessoa precisa ser responsável.

Fugindo da preguiça e procrastinação,

Abraçando o esforço e a dedicação.

 

Deus o perdoará e o recompensará,

As fontes de bênçãos, Ele abrirá.

A pessoa viverá o que nunca imaginou,

Tudo acontecerá porque trabalhou.

 

Grandes frutos serão concebidos,

Maravilhosos milagres serão colhidos.

A pobreza passará distante de sua casa,

Pois terá prosperidade e não faltará nada.


Este poema é parte do livro Palavras de fé.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4N7vKo

quinta-feira, 5 de março de 2026

O Reflexo no Espelho

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento … Se você for sábio, o benefício será seu; se for zombador, sofrerá as consequências”. Provérbios 9:10,12

Cinco anos se passaram desde o dia da fatídica avaliação de desempenho. Para Adriano, foram anos de crescimento constante. Ele agora era o Diretor de Criação da agência, ocupando a antiga sala de Maurício, que havia se aposentado. Sua sabedoria não era apenas técnica; ele aprendeu que o temor do Senhor, a humildade de reconhecer que não sabia tudo, era o verdadeiro princípio de sua jornada. Ele liderava sua equipe com a mesma abertura e respeito com que aprendeu a receber a crítica. Sua vida era um testemunho silencioso de que a sabedoria que ele buscou era para seu próprio bem, uma fonte de paz e prosperidade.

Ronan, por outro lado, havia se tornado um nômade profissional. Passou por três agências diferentes em cinco anos, deixando um rastro de conflitos e projetos inacabados. Em cada lugar, a história se repetia: um início promissor, seguido pela incapacidade de aceitar críticas, a criação de um ambiente tóxico e, finalmente, uma saída amarga. Ele era o zombador e arrogante, e a conta de sua arrogância estava chegando, pesada e exclusivamente para ele.

O encontro deles aconteceu em um evento da indústria, um daqueles coquetéis barulhentos onde todos usam seus melhores sorrisos e cartões de visita. Adriano estava cercado por jovens designers que o ouviam com admiração. Ronan estava encostado em um canto, sozinho, observando a cena com um copo de uísque na mão e um cinismo familiar no olhar.

“Ora, ora, se não é o grande chefe”, disse Ronan, aproximando-se, a voz carregada de uma ironia que mal escondia a amargura. “Subiu rápido, hein, Adriano? Puxou o saco certo, imagino.”

Adriano se virou, e o sorriso em seu rosto não vacilou. Não havia nele arrogância, apenas uma calma genuína.

“Oi, Ronan. Bom te ver. Como você está?”

A pergunta simples desarmou Ronan. Ele esperava um confronto, uma troca de farpas. Mas Adriano não estava mais naquele jogo.

“Estou bem”, mentiu Ronan. “Abrindo minha própria agência. Cansei de trabalhar para gente incompetente.”

Adriano apenas acenou com a cabeça, sem julgar.

“Desejo sucesso a você.” E com um aperto de mão educado, ele se desculpou e voltou para sua conversa.

O encontro, que durou menos de um minuto, foi o suficiente para abalar Ronan. A paz de Adriano, sua confiança tranquila, era um contraste brutal com a tempestade que existia dentro dele.

Mais tarde, naquela noite, Ronan chegou ao seu apartamento pequeno e bagunçado. A “própria agência” era apenas uma ideia, um blefe para mascarar o fato de que ele havia sido demitido novamente na semana anterior. Ele se olhou no grande espelho da sala, um dos poucos móveis que sobraram de sua época de glória.

E, pela primeira vez, ele não viu o gênio incompreendido. Ele viu um homem de quarenta anos, cansado, solitário e com medo. Ele lembrou-se daquele dia na sala de Maurício. Lembrou-se de Adriano. Todas as desculpas que ele havia construído ao longo dos anos — chefes ruins, colegas invejosos, falta de sorte — desmoronaram.

A verdade o atingiu com a força de um soco. Ninguém havia feito aquilo com ele. Nem Maurício, nem Adriano, nem o “sistema”. Ele, e somente ele, havia suportado o peso de sua própria arrogância. Esta havia sido uma âncora, mantendo-o preso no mesmo lugar enquanto o mundo ao seu redor avançava. Sua recusa em aprender havia sido sua sentença.

O homem no espelho o encarava, e não havia para onde fugir. A sabedoria que Adriano abraçou o havia elevado. A arrogância que Ronan escolheu o havia afundado. E, no silêncio de seu apartamento, ele finalmente entendeu a verdade mais solitária de todas: a colheita de nossas escolhas é intransferível.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

quarta-feira, 4 de março de 2026

O Arquiteto das Marés

Eu, a sabedoria, moro com a prudência, e tenho o conhecimento que vem do bom senso … O Senhor me criou como o princípio de seu caminho, antes das suas obras mais antigas …  Ele ainda não havia feito a terra, nem os campos, nem o pó com o qual formou o mundo … Eu me alegrava com o mundo que ele criou, e a humanidade me dava alegria. Provérbios 8:12, 22, 26, 31

O estaleiro do mestre Francisco cheirava a maresia, madeira e eternidade. Francisco, um homem cujas rugas pareciam o mapa de todos os mares que nunca navegara, passava seus dias em uma dança lenta e deliberada, transformando pranchas de carvalho no esqueleto de um novo barco de pesca.

Seu único visitante constante era Toni, um menino de oito anos com olhos cheios de porquês. Toni não se interessava por brinquedos; ele se interessava pela ordem das coisas.

“Mestre Francisco”, perguntou Toni um dia, enquanto observava o velho artesão encaixar uma caverna com uma precisão milimétrica. “Por que o barco flutua?”

Francisco não parou seu trabalho.

“Porque eu o projetei para isso, meu pequeno. Eu conheço o peso da madeira, a força da água. Sigo um plano. Se eu colocasse as peças de qualquer jeito, ele afundaria.”

O menino ficou em silêncio por um momento, processando.

“É por isso que as nuvens flutuam e as pedras afundam?”, ele perguntou.

Francisco sorriu. Ele amava a mente daquele garoto.

“Exatamente. Deus, o Grande Construtor também tinha um plano. Ele estabeleceu os céus com um entendimento que a gente só consegue imaginar. Cada coisa em seu devido lugar.”

Toni apontou para o mar, que quebrava ritmicamente na praia a poucos metros dali.

“E o mar? Por que ele para ali? Por que não continua e engole tudo?”

Francisco largou o martelo e sentou-se em um banquinho de madeira, convidando o menino a se sentar ao seu lado.

“Ah, essa é uma das minhas partes favoritas da história”, disse o velho. “Quando o Deus desenhou o mundo, a Sabedoria estava com Ele. Como uma arquiteta, uma mestre de obras. Ela estava lá quando Ele firmou as nuvens no alto e fixou as fontes do abismo. E foi ela quem disse ao mar: ‘Daqui você não passará. Aqui se quebrarão suas ondas orgulhosas.’“

Ele falava não como quem recita um dogma, mas como quem conta o segredo de uma grande obra de arte.

“A Sabedoria não é só um monte de regras, Toni. Ela é o equilíbrio. É o design. Ela é a razão pela qual o mundo não é um caos. Ela se deleitava na presença do Construtor, e a alegria deles era tão grande que transbordou e criou tudo o que a gente vê.”

Toni olhou para as próprias mãos pequenas, depois para as mãos calejadas de Francisco.

“Então, quando o senhor constrói o barco, o senhor está usando um pouquinho dessa mesma Sabedoria?”

Os olhos de Francisco brilharam. O menino havia entendido.

“Sim, meu filho. É exatamente isso. Cada vez que um carpinteiro escolhe a madeira certa, cada vez que um agricultor planta na estação correta, cada vez que uma mãe ensina o filho a ser gentil… todos nós estamos usando um fragmento daquela mesma Arquiteta que se alegrava com o Criador no início dos tempos. E o nosso maior prazer”, ele disse, bagunçando o cabelo de Toni, “é ver filhos, como você, aprendendo a admirá-la.”

Toni não entendeu todas as palavras, mas entendeu o sentimento. Ele olhou para o esqueleto do barco, para o mar, para as nuvens. E, pela primeira vez, não viu apenas coisas. Viu um projeto. Um plano magnífico, da menor concha na areia à maior estrela no céu. E, no coração desse projeto, ele sentiu a presença de uma alegria antiga, a mesma alegria que agora sentia ao lado do velho construtor de barcos.


(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

segunda-feira, 2 de março de 2026

Buscando reconhecimento

Queremos ser reconhecidos,

Desejamos ser aplaudidos,

Ansiamos ser notados,

Queremos ser valorizados.

 

Lutamos para algo acontecer,

Batalhamos para alguém nos reconhecer.

Sonhamos com aquele grande dia,

Quando será importante a nossa vida.

 

Estes desejos são naturais,

Todos querem se sentir especiais,

Sentir que há propósito no que é feito,

Sentir que há algo em que somos perfeitos.

 

No entanto, parece que somos invisíveis,

Parece que somos desprezíveis.

Ninguém nos dá nenhuma atenção,

Ninguém mostra consideração.

 

Tudo o que é feito parece em vão,

Grande é a angústia no coração.

Fizemos o nosso melhor em tudo,

E recebemos a apatia do mundo.


A dor cega nosso entendimento,

Esquecemos quem está nos vendo.

Esquecemos para quem estamos trabalhando,

Não é para um simples ser humano.

 

Estamos trabalhando para o Senhor,

Ele nos vê com imensurável valor.

Ainda que ninguém nos dê atenção,

Deus aplaude nossa dedicação.

 

Deus é testemunha de tudo o que fazemos,

Ele compreende nossos sentimentos.

O Pai nos dará forças para continuar,

E muito mais poderemos executar.

 

Devemos nos acalmar e descansar,

Sabemos quem devemos agradar.

Façamos o nosso melhor pelo Senhor,

Ele derramará sobre nós seu grande amor.


Este poema é parte do livro Palavras de fé.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4N7vKo

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Uma vida certa

O cristão precisa ter boa moral,

Fazendo tudo certo e evitando o mal.

Todas as coisas corretas, ele precisa fazer,

Assim, um bom testemunho, ele pode ter.


As pessoas vão olhar para ele e dizer:

Nele, as qualidades de Deus, eu posso ver,

Ele é uma pessoa que age diferente,

Ele não engana, não perverte, não mente.


Todos poderão ver a vida do cristão,

Que é uma pessoa com um bom coração,

Uma pessoa que carrega muitos valores,

E que não anda com os enganadores.


As pessoas verão como é a sua vida,

Uma vida que tem como base a bíblia.

Pelas coisas externas, ele não se deixa levar,

Pelas práticas erradas, não se deixa contaminar.

Um bom testemunho, ele sempre terá.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Voz na Encruzilhada

A sabedoria está clamando, o discernimento ergue a sua voz … pois a sabedoria é mais preciosa do que rubis; nada do que vocês possam desejar compara-se a ela. Provérbios 8:1,11

Laís estava em uma encruzilhada, mas não em uma rua de verdade. Era uma encruzilhada silenciosa, no meio da cozinha de sua casa luxuosa, enquanto preparava o café da manhã para o marido, Rubens. De um lado, o caminho da segurança: uma vida de conforto material, status social e a estabilidade que Rubens lhe oferecia. Do outro lado, um caminho incerto, coberto de névoa, que prometia apenas uma coisa: a sua própria alma de volta.

Rubens não era um monstro. Ele era pior. Era um mestre da manipulação sutil. Suas críticas vinham disfarçadas de “cuidado”, seu controle, de “proteção”.

“Você realmente vai usar essa roupa, meu amor? Não te valoriza”, ele dizia, minando a confiança dela. “Deixe que eu cuido das finanças. Você não tem cabeça para isso”, ele insistia, mantendo-a em uma dependência infantil.

A voz da sabedoria, no entanto, clamava. Ela não gritava; sussurrava.

Chamava “nos lugares altos” de sua memória: a lembrança da mulher forte e independente que ela era antes de se casar, a profissional competente que havia abandonado a carreira a pedido dele.

Estava “no caminho” em suas idas à livraria, onde seus olhos eram atraídos por livros sobre relacionamentos e autoestima. Ela os folheava às escondidas, sentindo uma mistura de vergonha e reconhecimento.

Estava “na entrada da cidade”, na voz de sua irmã, que lhe dizia ao telefone: “Laís, isso não é normal. Amor não diminui, não aprisiona.”

E gritava “às portas”, no olhar preocupado de seus poucos amigos, que Rubens havia sutilmente afastado de sua vida.

Mas a voz do medo gritava mais alto. O medo da incerteza, de não conseguir se sustentar, de ser julgada pela sociedade, de ficar sozinha. A prata e o ouro do estilo de vida que Rubens lhe proporcionava pareciam mais valiosos do que a instrução que sua alma ansiava.

O ponto de ruptura veio em uma noite de terça-feira. Rubens havia organizado um jantar para um potencial cliente. Laís passou o dia inteiro preparando tudo. Durante o jantar, ela ousou discordar de um ponto de vista político de Rubens. Foi uma discordância leve, educada.

Mais tarde, depois que o convidado foi embora, a fúria de Rubens veio, fria e cortante.

“Você me humilhou”, disse ele, a voz baixa. “Você me fez parecer um tolo na frente de um homem importante. Quem você pensa que é para ter uma opinião?”

Naquela noite, Laís não dormiu. As palavras dele ecoavam em sua mente. Ela percebeu, com uma clareza dolorosa, que ele não a amava. Ele a possuía. E o preço de sua segurança era seu silêncio, sua identidade.

Na manhã seguinte, na cozinha, enquanto o aroma do café se misturava ao cheiro de sua angústia, ela se viu na encruzilhada final. A voz da sabedoria clamava mais alto do que nunca, não mais como um sussurro, mas como um grito de alerta.

Ela olhou para o carro de luxo na garagem, para os móveis caros, para o ouro em seu dedo. E, pela primeira vez, ela os viu pelo que eram: pesos, não prêmios.

Ela tirou o avental. Foi até o quarto, pegou uma pequena mala e colocou dentro apenas o essencial. Deixou o anel de diamante sobre a cama. Ao sair pela porta da frente, ela sentiu um terror paralisante, mas também uma rajada de ar puro, como se estivesse emergindo de um lugar submerso.

O caminho à sua frente era desconhecido. Ela não tinha emprego, nem casa, nem um plano. Mas ela tinha a si mesma. E ela havia escolhido. Havia escolhido a instrução em vez da prata, o conhecimento em vez do ouro. Havia escolhido a sabedoria. E, embora não soubesse para onde estava indo, pela primeira vez em muitos anos, ela sentia que estava, finalmente, no caminho certo.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Pedindo sabedoria

Senhor, uma coisa, vou te pedir,

É algo que me ajudará a te seguir.

Algo que me ajudará todos os dias,

Senhor Deus, eu te peço sabedoria.

 

Todo o conhecimento vem do Senhor,

A sua sabedoria não acrescenta dor.

Ter a sua sabedoria acrescentará alegria,

Ter a sua sabedoria ajudará a minha vida.

 

Que o Senhor possa abrir o meu entendimento,

Ajudando-me a tomar decisões em todo momento.

Para que o melhor, eu sempre possa escolher,

Escolhendo aquilo que não vou me arrepender.

 

Tendo sabedoria, outras pessoas, posso ajudar,

Quando alguém vier para se aconselhar,

Que minha boca diga o que vem do Senhor,

Assim a pessoa ouvirá uma palavra com amor.

 

Com sabedoria, em seus caminhos, vou andar,

Por nenhum outro caminho vou me desviar.

Que em minha vida, o Senhor sempre possa estar,

Para que mais sabedoria Ele possa me dar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume IV.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Retrocesso

Algumas igrejas atuais estão vivendo um retrocesso,

Muitas se voltam para costumes antigos do judaísmo.

Agregam práticas judaicas ao ensino do cristianismo.

Estão andando contrariamente ao que Jesus ensinou,

Não vivem conforme o novo pacto que Cristo proclamou.


Muitos deles se voltam para a adoração a arca do concerto,

Pensam que a venerando, a sua oração terá mais efeito.

Outros símbolos também foram inseridos no meio do altar,

São objetos místicos que o “cristão” deve usar e admirar.

Em muitas igrejas cristãs é possível encontrar até chofar.


As igrejas que têm essas práticas estão muito atrasadas,

Elas pararam no tempo da Lei e seguem aquelas palavras.

Parece que ainda não ouviram o Evangelho do Senhor,

Não conhecem o evangelho de Cristo, que é libertador.

O Evangelho de Cristo foi contra o tradicionalismo opressor.


Cristo veio à Terra para fazer um novo pacto com o povo,

Para todos que creram nele, Jesus mostrou o seu renovo.

Jesus mostrou que amar a Deus é mais que uma tradição,

Amar ao Senhor é algo que passa do espírito ao coração.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/bWAaeq

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Menina dos Olhos

Meu filho, obedeça às minhas palavras e no íntimo guarde os meus mandamentos. Obedeça aos meus mandamentos, e você terá vida; guarde os meus ensinos como a pupila dos seus olhos …  Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas.  Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão. A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte. Provérbios 7:1-2, 25-27

Alex vivia uma vida bem ordenada, como o código limpo que ele tanto se orgulhava de escrever. Profissional de TI, casado com Lilian, pai de uma menina, sua rotina era um sistema estável de trabalho, família e serviço na igreja. O mandamento de fidelidade não era um fardo para ele; era um princípio, a “menina dos seus olhos”, algo a ser protegido instintivamente.

Simone entrou em sua vida no lugar mais improvável: no comitê de um projeto voluntário para desenvolver um aplicativo de ajuda humanitária. Ela era a gerente do projeto, dedicada, eficiente e com uma capacidade impressionante de fazer todos se sentirem especiais. Especialmente Alex.

“Alex, sua lógica é brilhante”, ela dizia nas reuniões, e ele sentia um calor de reconhecimento que ia além do profissional. Ela começou a procurá-lo fora do horário, com “dúvidas urgentes” sobre o projeto, que invariavelmente se desviavam para conversas mais pessoais.

Ela era uma caçadora sutil. Compartilhava histórias de sua “solidão” em meio ao sucesso, criando uma narrativa em que ele, o homem bom e estável, era o único que a compreendia. Ela nunca era vulgar; sua sedução era um perfume, não um ataque. Ela elogiava Lilian, sua esposa, o que desarmava Alex completamente. “Vocês têm algo tão precioso. Cuide bem dela.” A ironia era a isca.

Alex começou a racionalizar. “É pelo projeto. Estou apenas sendo um bom colega, um bom cristão.” Mas ele começou a esconder as conversas de Lilian. Começou a esperar pela notificação com o nome dela. Ele estava permitindo que uma estranha se aproximasse demais da “menina dos seus olhos”.

A viagem para implementar o aplicativo em uma comunidade remota foi o cenário perfeito para o bote. Durante o dia, eles trabalhavam lado a lado, cercados pela pobreza e pela necessidade, o que criava uma falsa sensação de propósito compartilhado. À noite, a equipe se reunia no pequeno hotel, exausta.

Numa dessas noites, Simone o chamou para a varanda. “Preciso de um conselho”, disse ela, a voz baixa, a lua iluminando a vulnerabilidade em seu rosto. Ela falou sobre um “ex-namorado abusivo”, pintando um quadro de fragilidade que despertou o instinto protetor de Alex. Ele se sentiu como o herói da história dela.

“Você é um homem tão bom, Alex”, ela sussurrou, aproximando-se. “Tão seguro.”

Naquele momento, todos os alarmes que sua consciência havia disparado por semanas foram silenciados pela vaidade. Ele não era mais o programador lógico. Era o tolo que, lisonjeado, se esquecia do perigo.

O que aconteceu em seguida não foi uma explosão de paixão, mas uma rendição silenciosa e vergonhosa. Foi como se ele estivesse assistindo a um estranho em seu próprio corpo.

Na manhã seguinte, a realidade o atingiu com a força de um golpe físico. Simone estava diferente. A vulnerabilidade havia desaparecido, substituída por uma familiaridade casual, quase fria. Ela o tratava como um colega, nada mais. Não havia drama, nem promessas, nem culpa. Apenas um silêncio que o acusava.

Ele olhou para si mesmo e se viu com uma clareza horrível. Ele não havia sido o herói dela; fora apenas um item riscado de uma lista, uma conquista. A caçada havia terminado.

Ele era o boi indo para o matadouro.

O voo de volta foi uma tortura. Cada quilômetro que o aproximava de casa era um passo a mais em direção à vida que ele havia incendiado. Ao entrar em sua sala, o cheiro de sua casa, o desenho de sua filha pregado na geladeira, a foto de seu casamento no porta-retrato – tudo o que antes era sua fonte de paz agora era sua sentença.

Lilian o recebeu com um abraço. E, naquele abraço, ele se desfez. A culpa o quebrou.

Ele não sabia se seu casamento sobreviveria. Não sabia como reconstruiria a confiança que havia pulverizado. Ele só sabia que, por um momento de tola vaidade, ele havia deixado o caçador se aproximar demais. Ele não havia guardado seus mandamentos, não havia protegido a menina de seus olhos. E agora, como o pássaro que se voa para o laço, ele estava preso, sem saber que aquilo lhe custaria a vida. A vida que ele, tão cuidadosamente, havia construído.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

Apresentação

Apresentação

Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...