quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Menina dos Olhos

Meu filho, obedeça às minhas palavras e no íntimo guarde os meus mandamentos. Obedeça aos meus mandamentos, e você terá vida; guarde os meus ensinos como a pupila dos seus olhos …  Não deixe que o seu coração se volte para os caminhos dela, nem se perca em tais veredas.  Muitas foram as suas vítimas; os que matou são uma grande multidão. A casa dela é um caminho que desce para a sepultura, para as moradas da morte. Provérbios 7:1-2, 25-27

Alex vivia uma vida bem ordenada, como o código limpo que ele tanto se orgulhava de escrever. Profissional de TI, casado com Lilian, pai de uma menina, sua rotina era um sistema estável de trabalho, família e serviço na igreja. O mandamento de fidelidade não era um fardo para ele; era um princípio, a “menina dos seus olhos”, algo a ser protegido instintivamente.

Simone entrou em sua vida no lugar mais improvável: no comitê de um projeto voluntário para desenvolver um aplicativo de ajuda humanitária. Ela era a gerente do projeto, dedicada, eficiente e com uma capacidade impressionante de fazer todos se sentirem especiais. Especialmente Alex.

“Alex, sua lógica é brilhante”, ela dizia nas reuniões, e ele sentia um calor de reconhecimento que ia além do profissional. Ela começou a procurá-lo fora do horário, com “dúvidas urgentes” sobre o projeto, que invariavelmente se desviavam para conversas mais pessoais.

Ela era uma caçadora sutil. Compartilhava histórias de sua “solidão” em meio ao sucesso, criando uma narrativa em que ele, o homem bom e estável, era o único que a compreendia. Ela nunca era vulgar; sua sedução era um perfume, não um ataque. Ela elogiava Lilian, sua esposa, o que desarmava Alex completamente. “Vocês têm algo tão precioso. Cuide bem dela.” A ironia era a isca.

Alex começou a racionalizar. “É pelo projeto. Estou apenas sendo um bom colega, um bom cristão.” Mas ele começou a esconder as conversas de Lilian. Começou a esperar pela notificação com o nome dela. Ele estava permitindo que uma estranha se aproximasse demais da “menina dos seus olhos”.

A viagem para implementar o aplicativo em uma comunidade remota foi o cenário perfeito para o bote. Durante o dia, eles trabalhavam lado a lado, cercados pela pobreza e pela necessidade, o que criava uma falsa sensação de propósito compartilhado. À noite, a equipe se reunia no pequeno hotel, exausta.

Numa dessas noites, Simone o chamou para a varanda. “Preciso de um conselho”, disse ela, a voz baixa, a lua iluminando a vulnerabilidade em seu rosto. Ela falou sobre um “ex-namorado abusivo”, pintando um quadro de fragilidade que despertou o instinto protetor de Alex. Ele se sentiu como o herói da história dela.

“Você é um homem tão bom, Alex”, ela sussurrou, aproximando-se. “Tão seguro.”

Naquele momento, todos os alarmes que sua consciência havia disparado por semanas foram silenciados pela vaidade. Ele não era mais o programador lógico. Era o tolo que, lisonjeado, se esquecia do perigo.

O que aconteceu em seguida não foi uma explosão de paixão, mas uma rendição silenciosa e vergonhosa. Foi como se ele estivesse assistindo a um estranho em seu próprio corpo.

Na manhã seguinte, a realidade o atingiu com a força de um golpe físico. Simone estava diferente. A vulnerabilidade havia desaparecido, substituída por uma familiaridade casual, quase fria. Ela o tratava como um colega, nada mais. Não havia drama, nem promessas, nem culpa. Apenas um silêncio que o acusava.

Ele olhou para si mesmo e se viu com uma clareza horrível. Ele não havia sido o herói dela; fora apenas um item riscado de uma lista, uma conquista. A caçada havia terminado.

Ele era o boi indo para o matadouro.

O voo de volta foi uma tortura. Cada quilômetro que o aproximava de casa era um passo a mais em direção à vida que ele havia incendiado. Ao entrar em sua sala, o cheiro de sua casa, o desenho de sua filha pregado na geladeira, a foto de seu casamento no porta-retrato – tudo o que antes era sua fonte de paz agora era sua sentença.

Lilian o recebeu com um abraço. E, naquele abraço, ele se desfez. A culpa o quebrou.

Ele não sabia se seu casamento sobreviveria. Não sabia como reconstruiria a confiança que havia pulverizado. Ele só sabia que, por um momento de tola vaidade, ele havia deixado o caçador se aproximar demais. Ele não havia guardado seus mandamentos, não havia protegido a menina de seus olhos. E agora, como o pássaro que se voa para o laço, ele estava preso, sem saber que aquilo lhe custaria a vida. A vida que ele, tão cuidadosamente, havia construído.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cinco pilares

Existem cinco pilares que o cristão deveria se apoiar,

São cinco afirmações que ajudam o crente se firmar.

As afirmações são consideradas princípios fundamentais,

São afirmações que levam o cristão para mais perto do Pai.


A primeira é Sola Fide, somente a fé em Deus pode justificar,

Ter muitas obras e não ter fé, para nada adiantará.

É preciso sempre ter uma fé inabalável na palavra do Senhor,

É preciso ter a plena confiança que Jesus é o Salvador.


A segunda, Solus Christus, somente Cristo pode salvar,

Entre o ser humano e Deus, só Jesus pode advogar.

Não existe outro caminho para chegar ao Senhor,

Jesus é e sempre será o verdadeiro e definitivo mediador.


A terceira, Sola Gratia, somente a graça é que pode salvar,

A graça é o favor imerecido vindo de Deus para agraciar.

A graça é um dom vindo Deus e ninguém pode merecer,

Ela é dada ao ser humano devido ao seu grande amor e poder.


A quarta, Sola Scriptura, somente a escritura é a fonte divina,

Somente na Palavra de Deus está o que é necessário para a vida.

A escritura é divinamente inspirada e está pronta para ser pregada,

Em cada uma de suas páginas a glória de Deus é mostrada.


A quinta, Soli Deo Gloria, a glória pertence somente a Deus.

Somente o santo nome do Senhor todos devem glorificar.

O Senhor é o único Deus Vivo que todos devem adorar.

Ninguém é merecedor de alguma honra ou adoração,

Somente o Senhor deve ser honrado por operar a salvação.


Se todos refletirem nesses cinco pontos, terão uma nova visão,

Enxergarão com maior clareza, o Senhor Jesus e a salvação.

As pessoas verão que somente Deus tem poder para salvar,

E somente a Palavra do Senhor, para todo o sempre permanecerá.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VI.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O rei II

Saul estava vencendo muitas batalhas,

A terra de muitos inimigos, ele conquistava.

Todo o Israel se alegrava com isso,

Pois tinham alguém para guiá-los pelo caminho.

 

A altivez do rei logo apareceu,

O comando de Deus, ele desobedeceu,

Tomou riquezas que o Senhor não mandou,

Da vontade de Deus, ele se afastou.

 

Saul foi repreendido pelo profeta Samuel,

Este disse que ele não seria mais rei em Israel.

Deus irá ungir alguém que seja fiel,

Que ouça a voz do Deus dos céus.

 

Deus disse a Samuel que viajasse,

E ungisse o servo que Ele mostrasse.

Até a família de Jessé, Samuel viajou,

E alguns de seus filhos, ele examinou,

Mas nenhum deles, Deus aprovou.

 

Então veio o menor de todos,

O que era desprezado pelos outros.

Veio até Samuel o pequeno Davi.

Deus disse: É este aquele que escolhi.

O pequeno Davi foi ungido,

E o reino de Israel lhe foi prometido.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume III

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O Preço que Não se Paga

Meu filho, obedeça aos mandamentos de seu pai e não abandone o ensino de sua mãe … Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida, eles o protegerão da mulher imoral, e dos falsos elogios da mulher leviana … Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói. Sofrerá ferimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará, Provérbios 6:20, 23-24, 32-33

O caso de Guilherme com Juliana não começou com paixão avassaladora, mas com tédio. Ele era um arquiteto talentoso, casado com uma mulher boa e gentil. Mas seu casamento havia se tornado confortável demais, previsível demais. Juliana era a esposa de seu melhor amigo e sócio, Anderson. E ela era fogo. Uma conversa inteligente, um sorriso ousado, um toque “acidental” no braço durante uma reunião.

Ele sabia que estava andando sobre brasas. Cada café secreto, cada mensagem apagada, era uma brasa viva sob a sola de seus sapatos. No início, a emoção do perigo o entorpecia, o fazia sentir-se vivo. Ele dizia a si mesmo que era um destruidor de lares, mas que era inteligente o suficiente para não ser apanhado.

Mas o fogo que se toma no peito, inevitavelmente, queima as roupas. O segredo começou a consumi-lo. Ele se tornou irritadiço em casa, ausente. Mentir para sua esposa, antes impensável, tornou-se sua segunda natureza. Mentir para Anderson, o homem que confiava nele como um irmão, o corroía com uma culpa ácida. A desonra, a vergonha, mesmo antes de ser descoberta, já era uma mancha em sua alma que não se apagava.

A descoberta, quando veio, não foi através de um flagrante, mas de algo muito pior: a intuição fria de Anderson. Ele era um homem metódico e observador. Começou a notar os olhares, a mudança nos horários de Guilherme, a forma como Juliana evitava seu toque. Ele não explodiu. Ele investigou.

Anderson contratou um detetive particular. Em uma semana, ele tinha tudo: fotos, registros de chamadas, o endereço do apartamento onde eles se encontravam. Ele tinha a prova da traição de seu melhor amigo e de sua esposa.

Guilherme só soube que o jogo havia acabado quando chegou para trabalhar na segunda-feira e encontrou sua sala vazia. Seus projetos, seus arquivos, seus pertences pessoais, tudo em caixas de papelão no corredor. Anderson o esperava na sala de reuniões. Seus olhos não continham ódio, mas um gelo cortante que era muito mais aterrorizante.

“Acabou, Guilherme”, disse Anderson, a voz baixa e controlada. Ele jogou um envelope pardo sobre a mesa. Dentro, as fotos.

O pânico tomou conta de Guilherme. Ele começou a suplicar. “Anderson, me perdoe. Foi um erro, uma loucura. Eu posso consertar. Eu pago. O que você quer? Dinheiro? Eu te dou minha parte na sociedade. Eu faço qualquer coisa!”

Ele estava agindo como um ladrão pego em flagrante, tentando restituir o que roubou para escapar da punição.

Anderson riu. Um riso seco, sem alegria.

“Você não entende, não é? Se você tivesse roubado meu dinheiro, poderíamos ter um acordo. Mas você roubou minha honra. Minha vida. E para isso”, ele se inclinou sobre a mesa, o ciúme transformando seu rosto, “não há resgate. Não há preço.”

A fúria do homem traído não foi um soco na cara. Foi uma vingança meticulosamente executada. Anderson usou as mesmas fotos para iniciar um processo de divórcio litigioso contra Juliana, deixando-a sem nada. Ele convocou uma reunião de emergência com os clientes, não para expor o caso, mas para anunciar a “saída repentina” de Guilherme da sociedade por “incompatibilidade profissional”, insinuando incompetência. Ele enviou cópias anônimas das fotos para a esposa de Guilherme.

Em questão de semanas, a vida de Guilherme foi sistematicamente aniquilada. Ele perdeu o emprego, a reputação, a esposa e o melhor amigo. Tornou-se um pária na cidade. A ferida que ele causou gerou uma fúria que não poupou no castigo.

Anos depois, trabalhando como desenhista freelancer em outra cidade, sob outro nome, Guilherme às vezes se olhava no espelho. A mancha da vergonha nunca havia desaparecido. Ele entendeu, da forma mais brutal, a verdade da vida. Pode-se restituir o que se rouba. Mas há certas coisas que, uma vez quebradas, nunca podem ser pagas ou consertadas. O fogo que ele colocou no peito havia queimado tudo, e as cinzas eram tudo o que lhe restava.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O rei I

O povo de Israel clamou ao Senhor,

Pedindo que um homem fosse o legislador.

Alguém para ser rei, era o que o povo queria.

Eles não desejavam ter Deus como guia.

Um homem no comando, era o que preferiam.


Sobre isso, Samuel consultou ao Senhor,

Para o clamor do povo, Deus se atentou.

Todo aquele povo, o Senhor advertiu:

Com um rei, vocês viverão de forma servil.

O conselho de Deus, ninguém ouviu,

Um rei para o povo, o Senhor constituiu.


Da tribo de Benjamim, Saul foi o escolhido,

Pelo profeta Samuel, ele foi ungido.

Depois de um tempo, ele começou a reinar,

As guerras de Israel, não demorou a ganhar.


Diante do povo, Samuel entregou o rei,

Dizendo: A terra de Israel, não mais julgarei.

Sobre mim, vocês têm algo a reclamar?

Algo que eu necessite consertar?

Todo o povo respondeu que não.

E para Saul, todo o Israel foi dado em sua mão.


Em todas as batalhas que Saul lutava,

Os inimigos, Deus sempre entregava.

Não havia como os filisteus ganharem,

Deus estava com o povo na hora de lutarem.

O reino de Saul começou a prosperar,

E a sua altivez, não demorou a mostrar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume III

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O cuidado de Deus

Onde há o Senhor Deus, mal não há.

Ele me livra de todo o mal que se levantar,

A sua mão é poderosa para salvar,

Os seus filhos, Ele sempre guardará.


O Senhor ama os seus filhos,

Nunca os desampara e nem os deixa necessitados.

Deus sustenta seus amados.

Sob a sua proteção, eles estão guardados.


A proteção de Deus é poderosa.

Guiando os passos e caminhos de cada um.

Não deixando o fiel se perder ou enganar.

Conduzindo-o para poder se salvar.


A salvação não é só dos males da Terra,

Há salvação para a vida eterna.

Onde todos estarão sempre com nosso Senhor.

Desfrutando do mais perfeito amor.


Este poema é parte do livro Poesia Cristã volume I.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

A Anatomia de um Dia Ruim

Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta … Provérbios 6:16

7h15 - Olhos Altivos

No elevador espelhado de um prédio corporativo, Dr. Jonata ajeitou a gravata de seda. Ao seu lado, a faxineira, Maria, deu um “bom dia” tímido. Ele não respondeu. Não por maldade, mas porque, em seu universo, ela era parte da paisagem, invisível como o carpete ou as luminárias. Seu olhar passou por cima dela, fixo em seu próprio reflexo. Ele via um vencedor, um homem que havia se construído sozinho. Seus olhos, cheios de orgulho, não conseguiam ver a humanidade a um metro de distância.

10h30 - Língua Mentirosa

“Sim, claro que o laudo está pronto!”, mentiu o advogado Rogério ao telefone, com a voz mais confiante do mundo. “Só estou fazendo os ajustes finais. Envio até o final do dia.” Ele desligou e olhou para a tela em branco do computador. Ele nem havia começado. A mentira era sua ferramenta de trabalho mais usada, uma forma de adiar prazos e mascarar sua própria desorganização. Para ele, as palavras não eram veículos da verdade, mas peças flexíveis em um jogo de percepções.

13h45 - Mãos que Derramam Sangue Inocente

O “sangue” não era vermelho. Era a tinta de uma caneta sobre um relatório de demissão. A gerente de RH, Sandra, suspirou. Ela sabia que a justificativa para demitir Carlos, um funcionário leal com vinte anos de casa, era forjada. Sabia que a demissão era para abrir espaço para o sobrinho de um diretor. Mas suas mãos assinaram o papel mesmo assim. Ela derramou o sustento de uma família inocente para proteger seu próprio emprego, lavando as mãos da injustiça que acabou de cometer.

15h02 - Coração que Traça Planos Perversos

Enquanto seus dedos rolavam o feed de notícias, o influenciador digital conhecido como “O Corvo” teve uma ideia. Ele viu uma pequena polêmica sobre uma cafeteria local e seu coração, treinado para farejar o caos, começou a maquinar. Ele poderia distorcer a história, criar um título sensacionalista, inflamar seus seguidores e gerar uma onda de cancelamento. O projeto não era construir, mas destruir. A ruína de um pequeno negócio era apenas o combustível para seu próximo vídeo viral.

17h20 - Pés que se Apressam para o Mal

Júnior, um jovem universitário, recebeu uma mensagem no grupo: “A gente vai ‘pegar emprestado’ o gabarito da prova de amanhã. O inspetor do turno da noite facilita. Encontro nos fundos da biblioteca em 15 minutos. Quem vem?”. O coração de Júnior acelerou. Ele sabia que era errado, mas o medo de reprovar era maior. Ele fechou seus livros, calçou os tênis e seus pés, apressados, o levaram correndo para o encontro, em direção ao mal.

19h40 - Testemunha Falsa que Profere Mentiras & Aquele que Provoca Discórdia Entre Irmãos

A reunião de condomínio estava tensa. A discussão era sobre um vazamento que danificou o apartamento de Dona Alice. O síndico perguntou a Wilson, vizinho de Alice, se ele havia notado alguma infiltração antes. Wilson sabia que sim. Sabia que seu próprio ar-condicionado pingava na parede dela há meses. Mas admitir a culpa seria caro. “Não, nunca vi nada”, ele disse, tornando-se uma testemunha falsa. Em seguida, ele plantou a semente da contenda: “Mas eu sempre achei que a tubulação do apartamento de cima, do senhor Oliveira, era meio antiga…”. Ele não apenas mentiu para se salvar, mas jogou um vizinho contra o outro, acendendo um fogo que duraria meses.

Epílogo

À noite, todos esses personagens voltaram para suas casas. Dr. Fernando sentou-se em seu apartamento luxuoso, mas sentindo um vazio inexplicável. Rogério trabalhou até tarde, movido pela ansiedade de sua própria mentira. Sandra tentou assistir a um filme, mas a imagem do rosto de Carlos não saía de sua cabeça. “O Corvo” contava seus novos seguidores. Júnior não conseguia se concentrar nos estudos. E Marcos ouvia a discussão entre seus vizinhos através da parede.

E na mesma cidade, naquela mesma noite, a faxineira Maria, ignorada no elevador, chegou em casa, dividiu o pão que tinha com uma vizinha necessitada e orou, agradecendo por mais um dia. Em seu pequeno apartamento, havia uma paz que nenhum dos outros, com seus pecados secretos, conseguiria comprar. A bênção e a maldição já haviam sido distribuídas, silenciosamente, ao longo de um dia comum.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

https://books2read.com/u/baOx5v

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Louvai a Deus

Devemos sempre louvar o Senhor,

Devemos louvar sempre com muito amor.

Com muitos instrumentos e com nossa voz.

O louvor deve ser puro e de coração,

Deus receberá o louvor com satisfação.


Anunciemos todas as bênçãos do nosso Deus,

Cantando as maravilhas que faz aos seus.

Proclamando o quanto é bom segui-lo.

Dizendo como é bom ser seu filho.

Louvando com um canto belo e agradável.


Somos um povo santo e escolhido,

O Senhor nos tomou como filhos.

Cantemos isso para todas as nações.

Para que o nosso Deus seja louvado.


Senhor Deus, é maravilhoso louvar a Ti.

Pai coloca um novo cântico em mim.

Para que eu possa todos os dias te louvar,

E o seu Santo Nome, sempre exaltar.


Este poema é parte do livro Poesia Cristã volume I.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Morte iminente

Estou nadando, mas sinto que vou me afogar,

Estou boiando sobre as águas, mas logo vou afundar.

Estou ficando fraco, já não posso mais me sustentar,

Meu corpo está debilitado, não posso continuar.


Estou sem forças, não consigo mais lutar,

Tudo indica que é o meu fim e não vou escapar.

Meus olhos se fecham, a luz, não consigo enxergar,

Não há mais o que fazer, minha morte vai chegar.


Estou afundando rapidamente, logo, não vou mais respirar,

As águas me puxam, no leito profundo, vão me sepultar.

Neste momento, não tenho esperanças de sobreviver,

Só espero afundar e morrer logo, sem muito sofrer.


Estou desacordado, minha vida está indo embora,

Todas as coisas estão terminadas, morrerei agora…

Algo aconteceu, alguém foi ao fundo me resgatar,

Está fazendo o seu melhor para me salvar.


Ele me tirou das profundas águas, está tentando me reanimar,

Sinto que ele até daria sua própria vida para me salvar.

Ele não desiste, ele insiste, ele não quer me perder,

Ele está se sacrificando por mim, para que possa viver.


Começo a acordar e vejo um homem sorrindo para mim,

Ele diz: “Você não vai morrer agora, esse não é o seu fim.”

Confuso, respondo: “Mas afinal, quem é você e por que fez tanto?”

Respondeu: “Sou Jesus e fiz tudo isso porque te amo.”


Fiquei pasmo com as palavras que falou,

Não podia acreditar que fui salvo pelo Grande Senhor.

Antes de tudo isso, pensava que, comigo, ninguém se importava,

Mas agora tudo era diferente, fui salvo por aquele que não esperava.


Jesus continuou falando muitas palavras de amor,

Dizia que era a vida, a paz, a misericórdia, o Salvador.

Ele me consolava, me tranquilizava, me acalmava,

A partir daquele momento, pude ver o quanto Jesus me amava,

E decidi que pelo resto da minha vida, guardaria aquelas palavras.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VII.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4j7Q52

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O Semeador de Tempestades

O perverso não tem caráter. Anda de um lado para o outro dizendo coisas maldosas …  tem no coração o propósito de enganar; planeja sempre o mal e semeia discórdia. Por isso a desgraça se abaterá repentinamente sobre ele; de um golpe será destruído, irremediavelmente. Provérbios 6:12,14-15

No oitavo andar da “Da Vinci Design”, Marcelo era um artista. Sua arte, no entanto, não era a programação ou o design, mas a discórdia. Ele era um mestre da calamidade silenciosa.

Sua boca raramente era abertamente perversa. Ele preferia o veneno sutil da insinuação.

“Você ouviu o que a Julia falou do seu projeto?”, ele sussurrava para o William, sabendo que a Julia não havia dito nada. Ele se aproximava de um grupo, ouvia uma conversa e depois a recontava para outro, sempre com uma pequena e maliciosa distorção.

Sua maldade estava nos detalhes, na linguagem corporal. Ele piscava os olhos para um colega ao final de uma apresentação de outro, um sinal cúmplice de desdém. Ele arrastava os pés com impaciência teatral quando um “rival” falava em uma reunião. Ele fazia sinais com os dedos, pequenos gestos de deboche que apenas seus iniciados entendiam. Em seu coração, ele maquinava o mal o tempo todo, encontrando um prazer sombrio em criar pequenos incêndios e observar o caos.

Ele andava semeando brigas. A equipe de marketing, antes unida, agora estava dividida em facções que mal se falavam. Um projeto promissor foi sabotado porque Marcelo convenceu o programador de que o gerente de produto estava tentando roubar seus créditos. A confiança, a moeda mais valiosa de qualquer ambiente de trabalho, estava em ruínas, e ele era o falsificador.

Sua motivação era simples: ele acreditava que, em um ambiente de caos, onde todos estivessem ocupados se defendendo, seu próprio caminho para o topo seria mais fácil.

A calamidade, quando veio, foi repentina, sem aviso, e sem remédio.

A empresa implementou um novo sistema de comunicação interna, mais transparente e com todas as conversas arquivadas. Marcelo não deu importância; ele era mestre em cobrir seus rastros, em falar nas entrelinhas.

Seu erro foi subestimar a frustração que ele mesmo havia criado. Duas de suas vítimas, William e Julia, que ele havia colocado um contra o outro, finalmente decidiram conversar. Ao comparar as histórias, a teia de mentiras de Marcelo ficou clara. Em vez de uma confrontação direta, eles fizeram algo mais inteligente. Coletaram evidências. E-mails ambíguos, testemunhos de outros colegas que haviam sido envenenados por suas palavras.

Eles levaram o dossiê, silenciosamente, ao diretor de RH.

Na manhã de uma quinta-feira, Marcelo chegou ao trabalho, assobiando. Ele tinha acabado de plantar uma nova semente de discórdia, insinuando que o bônus de um colega era maior que o de outro. Ele se sentou em sua mesa, preparou seu café e foi chamado para a sala do diretor. Ele entrou, confiante, esperando talvez uma promoção.

Dentro da sala, estavam o diretor, o chefe de RH, William e Julia. Na mesa, uma pilha de impressões de suas próprias conversas e e-mails.

Não houve discussão. Não houve chance de manipulação. As evidências eram irrefutáveis. Ele foi quebrado de repente. O piscar de olhos arrogante deu lugar a uma palidez de choque. Seus pés, que antes arrastava com desdém, agora pareciam pregados no chão.

Ele foi demitido na mesma hora, escoltado por um segurança até sua mesa para pegar suas coisas. O homem que vivia de sussurros agora era o centro de um silêncio pesado e acusador. Todos o observavam, não com pena, mas com um amargo alívio.

Enquanto a porta do elevador se fechava, Marcelo percebeu a verdade terrível. Ele havia semeado tempestades para os outros, acreditando que ficaria seguro em seu abrigo. Mas, no final, a calamidade que ele tanto maquinou veio para ele, e não havia salvação, nem conserto, nem remédio para a ruína que ele havia construído com suas próprias mãos.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Vamos seguir

Vamos caminhar irmãos,

Vamos caminhar irmãs,

Vamos seguir firmes com Deus,

Para fazermos um novo amanhã.

Para este futuro começar,

Hoje mesmo, temos que trabalhar.


O trabalho será árduo e pesado,

Precisaremos ser muito fortes

Para resistirmos a todo pecado.

Resistindo também a tentação

E não contaminando o coração.


É preciso se concentrar no Senhor,

Das coisas más, devemos desviar

Deixando para trás o desejo pecador.

Somente para a cruz, devemos olhar,

Para que, o sangue, possamos enxergar.


O sangue é muito precioso,

É o sangue de Jesus Cristo.

O preço pago para salvar o povo.

É por esse sangue que vamos batalhar,

A glória de Deus, iremos mostrar.


Essa glória é manifesta trabalhando,

Quando as pessoas veem algo acontecer,

Elas percebem que tudo está mudando,

E no poder do Senhor, começam a crer.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume VII.

Veja o livro:

https://books2read.com/u/4j7Q52

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Recomeçar

A vida é feita de escolhas e as escolhas nos levam a certos caminhos,

Algumas vezes caminhos bons, outras vezes caminhos meio sombrios.

Alguns caminhos nos levam ao sucesso e à nossa plena felicidade,

Outros caminhos só nos levam à tristeza e a grandes dificuldades.


Sair destes caminhos nem sempre será fácil ou haverá esta opção,

Pois alguns são tão tenebrosos que parecem nos levar a uma prisão.

Sentimo-nos presos, sem saber o que fazer para sair dali,

Ficamos desesperados, sem esperanças de voltar a sorrir.


Nesse estágio, os dias parecem tristes e sem nenhuma esperança,

Sentimos que a felicidade não existe mais, ela é só uma lembrança.

Isso nos deixa muito fracos e sem vontade de levantar e lutar,

Vivemos um sentimento de derrota e parece que nada vai mudar.


E no meio deste momento de tristeza alguém vem nos ajudar,

Jesus nos estende a mão e oferece um novo caminho para trilhar.

Um caminho com bênçãos que nem sequer poderíamos imaginar.

Ele derrama sua água sobre nós e um novo rio de vida irá brotar.


Após receber as bênçãos do Senhor, uma nova etapa vai iniciar,

Temos uma nova oportunidade para recomeçar.

Seguiremos o novo e maravilhoso caminho traçado pelo Senhor,

Que sempre estará ao nosso lado e nos guiará segundo seu amor.


Este poema é parte do livro A vida através das palavras.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O Campo das Abas Abertas

Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Até quando você vai ficar deitado, preguiçoso? … Quando se levantará de seu sono? Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe virá como um homem armado. Provérbios 6:6, 9-11

O universo de Emerson cabia na tela do seu notebook: vinte e três abas abertas no navegador. Havia um curso de marketing digital pela metade, um e-book sobre investimentos que ele nunca passou do primeiro capítulo, rascunhos de um projeto freelance para um cliente impaciente e, entre tudo isso, as verdadeiras ladras de seu tempo: redes sociais, fóruns de games e plataformas de streaming.

Ele era um designer gráfico talentoso, com um olhar aguçado para a estética. Mas seu talento estava soterrado sob camadas de inércia. Sua vida era uma série de começos entusiasmados e abandonos silenciosos. “Amanhã eu termino”, era o seu lema. “Só mais um episódio”, sua sentença diária. Ele vivia num ciclo de “dormir um pouco, trabalhar um pouco”, com as mãos cruzadas sobre o teclado.

Do lado de fora de sua janela, a vida pulsava. Ele observava, com uma pontada de inveja, o movimento incansável da cidade. Em seu parapeito, via as pessoas como formigas marchando em uma linha obstinada, cada uma carregando uma carga maior que ela mesma, movidas por um propósito invisível. Eram um espetáculo de compromisso que ele admirava, mas não imitava.

A pobreza, como um ladrão sorrateiro, começou a arrombar as portas de sua vida. Primeiro, foi a financeira. O cliente do projeto freelance, cansado de desculpas, cancelou o contrato. O aluguel atrasou. O cartão de crédito atingiu o limite.

Mas a pobreza mais cruel era a de outro tipo. Sua mesa, seu “campo”, estava cheia de “espinhos e urtigas” digitais: projetos abandonados, e-mails não respondidos, oportunidades perdidas. O “muro de pedras” de sua credibilidade estava em ruínas. Amigos pararam de indicá-lo para trabalhos. Sua própria confiança em sua capacidade começou a erodir.

A necessidade, como um homem armado, o confrontou numa terça-feira chuvosa. A energia de seu apartamento foi cortada por falta de pagamento. No escuro, com o notebook operando na bateria que se esvaía, o silêncio foi quebrado apenas pelo som de seu estômago roncando. Não havia mais para onde fugir, não havia mais “amanhã”.

Ele se sentou no chão frio e, pela primeira vez, encarou o reflexo de sua própria negligência. Ninguém era culpado. Nem a economia, nem a falta de oportunidades. A culpa era de suas escolhas, da sua constante rendição à inércia. Ele havia permitido que ladrões invisíveis — a procrastinação, a distração, a falta de disciplina — roubassem seu futuro, migalha por migalha.

Naquela noite, no escuro, ele se lembrou das formigas em sua janela. Da sua sabedoria silenciosa, da sua ética de trabalho implacável.

Na manhã seguinte, com a pouca bateria que lhe restava, ele não abriu as redes sociais. Abriu um novo documento e escreveu um e-mail para seu antigo cliente. Não deu desculpas. Apenas escreveu: “Eu falhei com você e com o projeto. Sei que é tarde, mas gostaria de terminar o trabalho, sem custo algum, apenas para honrar minha palavra.”

O cliente, surpreso, aceitou.

Foi o primeiro passo. Emerson começou a reconstruir o muro de sua vida, pedra por pedra. Começou a fechar as abas desnecessárias, a focar em uma tarefa de cada vez, a encontrar satisfação não no início de algo novo, mas na conclusão de algo antigo.

Não foi uma transformação mágica. Foi uma batalha diária, cansativa, contra seus próprios hábitos. Mas, a cada pequena vitória, a cada tarefa concluída, ele sentia seu campo sendo limpo. Os espinhos da procrastinação estavam dando lugar a um solo fértil, pronto para uma nova semeadura. A pobreza não havia desaparecido, mas o ladrão havia sido expulso de sua casa.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Libertando-se do peso

Muitas vezes carregamos muitas mágoas em nosso coração,

Carregamos todas as feridas como se fosse uma obrigação.

Vamos arrastando tudo isso por um longo e doloroso caminho,

E sem perceber, aos poucos, todo esse peso vai nos oprimindo.


O peso da mágoa se arrasta e nos leva a caminhar mais devagar,

Sentimos que estamos ficando cansados e não podemos avançar.

Este peso parece piorar a cada momento que vai sendo arrastado,

Quando percebemos, está tão pesado que não pode ser carregado.


Precisamos nos libertar de todo o peso e voltar à plena liberdade,

Precisamos olhar para frente e conseguir ver a nossa felicidade.

Mas só existe uma forma dolorosa para poder se libertar,

A única forma é deixar o orgulho, pedir perdão e perdoar.


O perdão irá nos libertar de todas as mágoas e ofensas passadas,

O perdão vai abrir uma nova e bela estrada, e devemos trilhá-la.

Não mais carregaremos nenhum fardo ou culpa em nossas vidas,

Poderemos viver bem, felizes, e estar em paz todos os nossos dias.


Este poema é parte do livro A vida através das palavras.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Abraão

Um pacto foi feito com Abraão,

Deus deu a ele uma nova aliança,

O que Deus disse, Abraão obedeceu,

Confiando no que Deus prometeu.


Foi prometida a ele uma nação numerosa,

Que entre todas da Terra, seria a mais poderosa.

A única nação que tinha o verdadeiro Senhor.

Aquele que é digno de todo o louvor.


Mesmo com idade avançada, Sara concebeu.

No tempo determinado, Isaque nasceu.

Uma esperança veio para Abraão,

Ele viu o presente de Deus em suas mãos.


Deus decidiu que seu servo seria testado,

Pediu a Abraão que seu filho fosse sacrificado.

Em nenhum momento Abraão recusou,

Pois confiou plenamente no Senhor.


Quando ele levantou a mão para sacrificar,

Veio a voz de Deus dizendo que deveria parar.

Naquele teste, o Senhor o aprovou,

E um carneiro para o sacrifício, Deus providenciou.


Abraão sempre confiou no Senhor,

Pois sabia que Ele é o Deus do amor.

Em nenhum momento Abraão foi abalado,

Deus sempre estava ao seu lado.


Abraão sabia que em Deus poderia confiar,

E sabia que o pacto realizado deveria guardar.

Ele se manteve com uma fé que nada pode abalar.

E no final, ele viu toda a promessa se realizar.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume II.

Veja o livro:

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O Laço do Amigo

Meu filho, se você serviu de fiador do seu próximo, se, com um aperto de mãos, empenhou-se por um estranho e caiu na armadilha das palavras que você mesmo disse, está prisioneiro do que falou … Não se entregue ao sono, não procure descansar. Provérbios 6:1-2, 4

O aperto de mão de Diego foi firme, seu sorriso, contagiante. 

“Júlio, você não é só um amigo, é um irmão. Você está salvando meu sonho!”, disse ele, do outro lado da mesa polida do gerente do banco.

Júlio sentiu uma pontada de desconforto, uma pequena sirene que soou em algum lugar no fundo de sua mente. Mas ele a ignorou. Como poderia dizer “não”? Diego era seu amigo de infância, o padrinho de sua filha. E o negócio parecia tão promissor: uma cafeteria gourmet em um bairro da moda. Júlio, um funcionário público com uma vida estável e economias bem guardadas, parecia o fiador perfeito.

“É só uma formalidade, cara. O banco exige”, Diego havia dito. E Júlio, enlaçado pelas palavras de um amigo, assinou o contrato.

Nos primeiros meses, tudo parecia bem. Diego postava fotos da cafeteria lotada, das xícaras de café com desenhos elaborados, das avaliações de cinco estrelas. Júlio se sentia orgulhoso, parte daquele sucesso.

A primeira ligação veio numa terça-feira à tarde. Era do banco. Uma voz educada, mas firme, informou que a parcela do empréstimo de Diego estava atrasada.

“É só para o senhor estar ciente, como fiador.”

Júlio ligou para Diego, que riu.

“Ah, cara, relaxa. Foi só um problema no fluxo de caixa. Já vou resolver isso.”

Mas a ligação se repetiu no mês seguinte. E no outro. A voz do banco já não era tão educada. O sonho de Diego estava, sutilmente, se tornando o pesadelo de Júlio.

Ele começou a perder o sono. Cada vez que seu telefone tocava, seu coração disparava. Ele se via preso em um laço que ele mesmo havia ajudado a amarrar. Ele era o animal que, por ingenuidade, havia colocado a cabeça na armadilha do caçador.

A situação atingiu o clímax quando uma carta oficial chegou: uma notificação de execução de dívida. O banco estava vindo atrás dos bens de Júlio. O pânico o engoliu. Seu apartamento, o futuro de sua família, tudo o que ele construiu com tanta prudência estava em risco por causa de uma assinatura.

Ele foi até a cafeteria. O lugar estava quase vazio. Diego, antes vibrante e confiante, parecia abatido e evasivo.

“Júlio, eu juro que vou dar um jeito!”, ele prometeu, mas suas palavras soavam ocas.

Naquela noite, Júlio não dormiu. Ele andava de um lado para o outro em sua sala. Ele não podia mais esperar que Diego resolvesse. Precisava agir.

Na manhã seguinte, humilhado, ele foi até o gerente do banco.

“Qual é a minha situação? O que eu preciso fazer para me livrar disso?”

O gerente foi direto. A dívida era alta. A única forma de se livrar do laço era pagá-la.

Júlio passou a semana mais difícil de sua vida. Teve que sacar a maior parte de suas economias, o dinheiro que guardava para a faculdade de sua filha. Vendeu seu carro. Pediu um pequeno empréstimo a um primo. Ele se humilhou, suplicou, correu contra o tempo.

Ao final, com um cheque administrativo nas mãos, ele quitou a dívida de Diego. A sensação não foi de alívio, mas de uma profunda e amarga exaustão.

Ele encontrou Diego na porta do banco. Entregou-lhe o comprovante de quitação.

“Eu paguei”, disse Júlio, a voz desprovida de emoção. “Estou livre. E você também.”

As lágrimas escorreram pelo rosto de Diego.

“Eu sinto muito, Júlio. Eu vou te pagar de volta, eu juro…”

“Não, Diego”, interrompeu Júlio, não com raiva, mas com uma tristeza fria. “Você não vai. Porque a nossa amizade não sobreviveu a isso.”

Júlio virou as costas e foi embora. Ele havia perdido um amigo e uma grande parte de suas economias. Mas, ao caminhar para casa, sentiu algo que não sentia há meses. Uma leveza. Naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, ele deitou a cabeça no travesseiro e dormiu. Um sono profundo, sem sonhos. Ele havia escapado. A presa, ferida e mais sábia, estava finalmente livre da mão do caçador.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A obediência de Isaque

Toda a terra estava em grande fome,

Não havia nada que podiam fazer.

Se ficasse ali, Isaque sabia que iria morrer.


Ele decidiu que iria se mudar,

Iria para outra terra, uma nova vida iria começar.

O grande reino do Egito estava à disposição,

Aquela sempre foi uma rica nação.


O Senhor disse que ele não devia ir para lá,

E um lugar melhor, Deus iria indicar.

Deus indicou para Isaque a terra de Gerar.

Com toda a sua família, ele seguiu sem questionar.


Naquela terra, ele foi muito abençoado,

Tudo o que fazia, tinha rendimento multiplicado.

Todas as coisas que ele fez, o Senhor prosperou.

Um grande milagre naquela terra, Deus operou.


Deus mostrou que Ele tem o melhor,

E não lança os seus filhos no pior.

Ele quer nos ajudar a vencer,

Para isso, às suas ordens, devemos obedecer.

E um milagre em nossa vida, Ele vai fazer.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume II.

Veja o livro:

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Comparação

Com o outro, ninguém pode se comparar,

Os erros dos outros não são para nos isentar.

Cada um errou e por seus erros irá pagar.

 

Os pecados dos outros são observados,

E cada um pensa que o que fez é menos errado.

Desejam ser corretos mesmo estando em pecado,

Pensam que “pequenos pecados” são justificados.

 

Este é um erro que está sendo cometido,

Especialmente por aquele que é um novo convertido.

Ele pensa que com os outros, deve se comparar,

Para saber se tem algo que ele precisa mudar.

 

Só há um modelo correto para se comparar,

É Jesus Cristo que veio para salvar.

Uma vida correta, o Senhor Jesus mostrou,

Em nenhuma das tentações humanas, Ele pecou.

Demonstrando a pureza que vem do Senhor.

 

Para agradar a Deus deve-se buscar a santidade,

Assim, a pessoa seguirá sua santa vontade.

Andando por caminhos de justiça e verdade.

Afastando-se todos os dias da maldade.

 

Com as pessoas, cada um deve parar de se comparar,

Somente em Jesus, cada um deve se espelhar.

Cada um deve fazer tudo para agradar ao Senhor,

E deixar o velho caminho do pecador.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

As Cordas Invisíveis

O Senhor vê os caminhos do homem e examina todos os seus passos. As maldades do ímpio o prendem; ele se torna prisioneiro das cordas do seu pecado. Certamente morrerá por falta de disciplina; andará cambaleando por causa da sua insensatez. Provérbios 5:21-23

O deputado Armando Bastos se movia pelo mundo com a confiança de um homem que não deixava rastros. Ele era mestre na arte da vida dupla. Em público, era o defensor da família e dos bons costumes, sua imagem cuidadosamente cultivada em discursos inflamados e fotos com a esposa sorridente. Em segredo, era um homem de apetites vorazes: negócios ilícitos fechados em salas reservadas, promessas de campanha trocadas por favores, e um apartamento discreto do outro lado da cidade para encontros clandestinos.

Ele acreditava que o poder era seu escudo. Sua inteligência, sua capacidade de manipular e de se antecipar aos outros, o tornava, em sua própria mente, invisível. Ele não pensava nos “olhos do Senhor”; os únicos olhos que lhe importavam eram os das câmeras e dos eleitores, e esses ele sabia como enganar.

Ele não percebia que cada ato desonesto, cada mentira contada, cada promessa quebrada, era mais um fio sendo tecido. Fios finos e invisíveis no início, mas que, juntos, começavam a formar uma corda grossa e resistente.

As coisas começaram a se apertar de forma sutil. Um assessor de confiança, o único que conhecia a fundo seus negócios, pediu demissão abruptamente, alegando “motivos pessoais”. Armando sentiu um calafrio. Teria ele falado demais?

Depois, durante uma entrevista de rádio, o jornalista fez uma pergunta inesperadamente específica sobre um contrato superfaturado. Foi um tiro de raspão, que ele conseguiu desviar com sua retórica habitual, mas o deixou suando frio. Como aquela informação vazou?

Ele se sentia observado, mas não havia ninguém lá. Era como se o próprio universo estivesse conspirando para expor seus segredos. Ele começou a ver ameaças em todos os lugares. Tornou-se paranoico, revendo suas conversas, checando seus extratos, desconfiando de sua própria sombra. O homem que se achava livre era, na verdade, um prisioneiro do medo.

O nó final foi apertado não por um inimigo político, mas por suas próprias ações. Em sua pressa para encobrir um de seus casos, ele usou o celular pessoal para enviar uma mensagem que deveria ter sido apagada. Esqueceu-se de que o aparelho estava sincronizado com o tablet da família.

Naquela noite, sua esposa, ao ajudar o filho com uma pesquisa escolar, abriu o histórico de mensagens e viu tudo. A corda, tecida por meses de engano, finalmente o prendeu.

A ruína não foi um escândalo público imediato. Foi o silêncio gelado de sua esposa. Foi o olhar de decepção em seu filho. Foi o desmoronamento de sua vida familiar, o único pilar que, secretamente, ele ainda valorizava. Seu mundo, que parecia tão sólido, era uma farsa mantida unida por mentiras que agora se desfaziam.

Sentado em seu gabinete suntuoso, ele olhou pela janela para a cidade iluminada. Ele sempre se sentiu acima de tudo aquilo. Agora, sentia-se esmagado. Ele não foi destruído por uma investigação ou por um adversário. Ele foi detido por suas próprias maldades. Cada escolha errada, cada caminho errado, havia se tornado um fio na corda que agora o sufocava.

Ele morreu sem instrução, como diz o provérbio. Morreu para a vida que conhecia, não por falta de inteligência, mas por excesso de loucura. A loucura de acreditar que poderia viver nas sombras, esquecendo-se de que há olhos que veem tudo, e que, no final, cada homem é prisioneiro das cordas que ele mesmo tece.

(Feito com IA)

Este conto é parte do meu livro Sabedoria Diária

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

As dores de Jó

Jó foi um homem correto e justo,

Não andava nos caminhos do mundo.

Ele andava nos caminhos do Senhor,

Jó tinha Deus como seu protetor.

 

Tudo o que Jó fazia muito prosperava,

Em sua casa não faltava nada.

Ele andava com Deus todos os dias,

Ao Senhor, ele dedicava a sua vida.

 

Satanás andava pela terra e foi ao Senhor,

Sobre a fidelidade de Jó, Deus lhe falou.

Então Satanás resolveu desafiá-lo,

Dizendo que se Jó fosse pobre, não iria amá-lo.

 

O desafio proposto, o Senhor aceitou,

E Satanás foi até Jó e tudo que tinha, retirou.

Mesmo em grande aperto, Jó não reclamou,

Ele disse que tudo o que tinha era do Senhor,

E aquele que o deu, também o retirou.

 

Satanás novamente foi a Deus para falar,

E novamente sobre Jó, Deus foi comentar.

Satanás quis desafiá-lo novamente,

Então Deus disse para deixar Jó doente.

 

Uma chaga profunda em Jó foi colocada,

Toda a sua carne foi ferida e machucada.

Mesmo passando por tão grande aflição,

Jó não abriu sua boca para reclamação.

Tudo que lhe aconteceu, ele aceitou,

E nada falou contra o Senhor.


Esta poesia é parte do livro Poesia Cristã volume V.

Veja o livro:

Apresentação

Apresentação

Deus abençoe a todos nós. Criei este blog com o intuito de publicar meus poemas inspirados por Deus através de seu Espírito Santo, que age s...